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Brasil terá nova operadora móvel nacional, a Winity Telecom, ao arrematar bloco por R$ 1,4 bilhão em leilão

Henrique Medeiros | 4/11/21 12:45

Leilão do 5G
Abraão Balbino, superintendente da Anatel e presidente da comissão especial de licitação (CEL)

[Matéria atualizada no dia 4/11, às 14h40, com informações do Grupo Pátria] O Brasil ganhou uma nova operadora móvel (MNO) de amplitude nacional a partir do leilão de frequências desta quinta-feira, 4. A Winity II Telecom, braço de telecom do Grupo Pátria, fez uma proposta de R$ 1,4 bilhão (R$ 1.427.872.491,87) pelo bloco A01 na faixa de 700 MHz (10 MHz + 10 MHz), um ágio 806% sobre o valor mínimo proposto pelo edital da Anatel, de R$ 157 milhões.

Vale lembrar que os analistas do mercado de telecom, mídia e tecnologia (TMT) afirmaram ao Mobile Time nesta semana que existia a possibilidade de disputa na faixa dos 700 MHz.

Além da Winity, NK 108 e VDF Datora apresentaram propostas por esse mesmo bloco: R$ 333 milhões e R$ 318 milhões, respectivamente. A VDF Datora ficou de fora da disputa por ter apresentado uma proposta inferior a 70% do maior lance. Assim, como segunda colocada, apenas a NK poderia ter feito um novo lance – a empresa tinha 5 minutos para isso –, mas preferiu não fazê-lo.

Durante a transmissão do certame, Abraão Balbino, superintendente da Anatel e presidente da comissão especial de licitação (CEL), afirmou que como é um lote nacional e nenhuma dessas operadoras tem radiofrequência, o País recebe uma nova operadora móvel a partir da outorga neste leilão.

O lote A01 tem como compromissos a construção de infraestrutura em rodovias e localidades. Ao todo, 625 localidades e 31 mil km de rodovias deverão ser cobertas.

Em nota enviada a Mobile Time, André Sales, sócio do Pátria e CEO da área de infraestrutura na empresa, afirmou que estão “absolutamente comprometidos em entregar um ambiente mais conectado e digital, que impulsione o crescimento do Brasil”.  Por sua vez, Sergio Bekeierman, CEO da Winity, disse que vencer o leilão da frequência de 700 MHz nesse momento único da indústria “é motivo de muita alegria”.

“Ainda mais gratificante é visualizar o impacto que promoveremos ao levar conectividade a centenas de localidades remotas e a mais de 35 mil quilômetros de trechos de rodovias sem cobertura, gerando milhares de empregos, inclusão digital e o desenvolvimento da infraestrutura do País”, completou Bekeierman.

Além da Winity, a companhia tem um histórico de 20 investimentos em construção de torres, redes de fibra ótica e data centers na América Latina. A ODATA (Brasil, Colômbia e México), que atua com data center e infraestrutura de TI, e a ATIS (Argentina), com rede neutra de telecom, são outros exemplos de investimentos do Pátria.

Nova rede de fibra óptica FiBrasil é liberada pela Anatel

02/06/2021 às 21:301 min de leitura

Imagem de: Nova rede de fibra óptica FiBrasil é liberada pela Anatel

O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou nessa terça-feira (1º) a venda do controle da FiBrasil pela Vivo. Com a liberação do negócio, a unidade destinada à construção de redes de fibra óptica será operada pelo fundo canadense Caisse de Dépot et Placement Du Québec (CDPQ).

A decisão do Conselho da Anatel, de aprovar a venda de 50% das ações da FiBrasil sem restrições, foi unânime. De acordo com os integrantes do colegiado, a transação não apresenta riscos em relação à concorrência, pois não promoverá alterações de participação do mercado atual.

Firmado no início de março, o acordo entre a Vivo e a CDPQ foi aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) um mês depois. Em troca da sua participação majoritária na companhia, a tele receberá a quantia de R$ 1,8 bilhão paga pela empresa canadense.

O negócio permitirá a expansão da banda larga por fibra óptica no país.
O negócio permitirá a expansão da banda larga por fibra óptica no país.

Mesmo vendendo a maior parte das ações, a Telefônica Brasil terá participação de 25% no negócio que pretende acelerar a implantação de uma malha de fibra em todo o país. Os outros 25% ficarão com a Telefónica Infra, subsidiária de infraestrutura do grupo espanhol, enquanto os 50% restantes serão da Fibre Brasil Participações, criada pela CDPQ.

Rede neutra de fibra óptica

Com a estreia da FiBrasil prevista para o segundo semestre, a Vivo pretende ampliar a cobertura de fibra óptica dos atuais 1,6 milhão de domicílios para 5,5 milhões de casas nos próximos quatro anos. O foco está nas cidades médias fora do estado de São Paulo.

Ela será a principal cliente da nova empresa, mas não a única. Como a FiBrasil terá uma rede neutra de fibra óptica, outras concorrentes poderão utilizar a infraestrutura disponível para vender seus serviços de telecomunicações.

Vale lembrar que modelos de compartilhamento de infraestrutura da tecnologia FTTH também são adotados por outras operadoras, como a TIM  e a Oi.

Telefónica vai às compras para expandir operação da Vivo no Brasil

30/07/2021 às 10:001 min de leitura

Imagem de: Telefónica vai às compras para expandir operação da Vivo no Brasil

A empresa espanhola Telefónica, que é a dona da operadora brasileira Vivo, deve aumentar a presença na América Latina a partir de novas aquisições. A afirmação é do diretor de operações do conglomerado, Angel Vila.

Segundo o site Minha Operadora, maiores detalhes não foram revelados, mas as compras devem ajudar no plano para concentrar os negócios da marca na América Latina a partir de “aquisições complementares” — ou seja, sem grandes negócios, mas com adições pontuais ao catálogo da operadora.

Há alguns dias, o presidente da Vivo, Christian Gebara, já havia confirmado a ideia de comprar pequenos provedores, mas especialmente aquelas que atuem em regiões com pouca presença atual da marca, evitando assim uma eventual sobreposição de redes.

Boa fase

Vale lembrar que, recentemente, a Vivo adquiriu em conjunto com as concorrentes TIM e Claro a divisão móvel da Oi, além do lançamento da rede de fibra óptica FiBrasil. Além disso, pela alta nas vendas de celulares no país, a Telefónica registrou um lucro líquido de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre de 2021.