Vivo e Nextel fecham acordo de compartilhamento no 2G e 3G

Mais um contrato de compartilhamento de rede foi firmado nesta segunda-feira, 13/01, no país. Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários, a Telefônica Brasil/Vivo comunica que firmou um contrato para fornecer à Nextel serviços de voz e dados no Brasil no atacado, por meio do qual a Nextel será capaz de usar suas redes 2G e 3G.

A Nextel não tem serviços 4G. Este é o segundo contrato de compartilhamento da Vivo – o primeiro foi firmado com a Claro, em março do ano passado, mas até o momento não foi operacionalizado pelas duas teles. No comunicado, as empresas informam que os ativos de espectro e de rede continuarão a ser geridos separadamente por cada operadora.

“O contrato faz parte das iniciativas da companhia para aumentar a eficiência de uso e desenvolvimento da rede 3G, resultando em uma melhor alocação de capital e margens do negócio”, afirmou a Telefônica, completando que o contrato é um passo natural no processo de otimização da rede no país.

Em comunicado à imprensa, a Nextel revela que o acordo vale também para o México, onde o contrato comercial permitirá à Movistar, marca comercial da Telefónica no país, alavancar a capacidade já implantada em sua rede 3G. Adicionalmente, informa ainda o comunicado, o contrato permitirá à Nextel México expandir a cobertura atual de sua rede.

“Os contratos permitem que ambas as companhias obtenham os benefícios advindos da otimização dos investimentos em infraestrutura, ao mesmo tempo em que mantêm sua estrutura de mercado atual, tanto no Brasil como no México”, disse Santiago Fernández Valbuena, Presidente e CEO da Telefónica América Latina. “É mais um exemplo dos esforços da Telefónica para otimizar o uso de seus recursos, aprimorar a lucratividade de seus negócios e aumentar sua flexibilidade financeira.”

“Nossos novos contratos com a Telefónica irão melhorar nossas ofertas de serviços, dando-nos a capacidade de prover aos nossos clientes de 3G no Brasil e no México serviços em áreas maiores desses mercados”, disse Steve Shindler, CEO da NII Holdings. “Nosso acesso às redes da Telefónica sob os termos desses contratos também nos permitirá utilizar as redes da Telefónica à medida que continuamos a expandir nossa própria cobertura, a fim de oferecer a nossos clientes serviços que atendem às suas necessidades.”

O acordo é importante para a sobrevivência da Nextel no Brasil. A empresa enfrenta um período turbulento – está perdendo clientes de rádio e não consegue recursos para ampliar a rede própria 3G. No começo de dezembro de 2013, a NII Holdings, companhia americana que controla a marca Nextel na América Latina, informou um plano de reestruturação para equilibrar suas finanças. As medidas incluiam a demissão de 1,4 mil pessoas ao redor do mundo que cuidam de suas operações de varejo e a redução de 25% nos postos de trabalho de sua sede.

Aqui no Brasil -houve uma reestruturação interna – e segundo os dados do portal Teleco, a estratégia da Nextel no 3G tem sido a venda de modems banda larga. Em outubro, por exemplo, a operadora possuia 217 mil acessos, sendo 204 mil terminais de banda larga e 13 mil aparelhos 3G. Todos são pós-pagos e a maior parte – 174 mil – se concentra em São Paulo.

*Com informações da Nextel e de agências