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TIM ultrapassa Vivo em 4G e promete 400 cidades cobertas no fim do ano.

TIM ultrapassa Vivo em 4G e promete 400 cidades cobertas no fim do ano.

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A TIM anunciou nesta terça-feira (27), na Futurecom, seus planos de cobertura para o Brasil. A operadora acaba de alcançar 265 municípios com 4G, um salto enorme da TIM, que havia fechado o terceiro trimestre com apenas 89 cidades cobertas. Com esses números, a TIM ultrapassou a Vivo, que era líder de cobertura, com 161 municípios.

A ambição da operadora é grande: a TIM quer alcançar a marca de 400 municípios com cobertura 4G até o final do ano, o que cobriria 58% da população brasileira. A ativação deve ocorrer em 18 estados brasileiros, sendo São Paulo com o maior número de cidades cobertas – são 110 localidades atualmente e serão 117 até dezembro.

Para cumprir a meta estabelecida, a operadora fará o refarming de suas licenças. Isso significa que a TIM irá reproveitar a faixa de 1.800 MHz, atualmente utilizada na rede 2G, para expandir a cobertura. O desempenho de cobertura é muito superior nessa faixa em relação ao padrão de 2.600 MHz, uma vez que frequências menores apresentam maior penetração de sinal.

antena-celular

A TIM aproveitou a Futurecom para testar a tecnologia LTE-Advanced. Em parceria com Ericsson e Qualcomm, foi utilizada a técnica de carrier agregation, que combina espectros de diferentes frequências. A Anatel liberou uma licença especial para testes na faixa de 700 MHz, que foi usada junto com as licenças de 1.800 MHz e 2.600 MHz da TIM. A operadora planeja implementar a tecnologia em larga escala a partir de 2016.

A Claro também anunciou que irá testar LTE-Advanced com a mesma técnica, e o piloto acontecerá a partir de novembro na cidade de Anápolis (GO). No futuro, o teste agregará também a frequência de 450 MHz, destinada para a banda larga rural. Com a tecnologia, a velocidade máxima teórica de rede supera 200 Mb/s.

Questionamos a Vivo sobre os planos de expansão do 4G e a perda da liderança em municípios cobertos, mas ainda não obtivemos resposta.

Como funciona o celular

O que são ERBS?

Estação Rádio Base (ERB) ou “Cell site” é a denominação dada em um sistema de telefonia celular para a Estação Fixa com que os terminais móveis se comunicam.

 As ERBs são chamadas popularmente de “antenas”.

 

Como funciona uma ligação feita de um celular?

O terminal móvel se comunica com a ERB mais próxima que encaminha a chamada telefônica para a CCC- Central de Comutação e Controle.

Dependendo do destino da chamada, ela é encaminhada para outra CCC ou para uma ERB que se comunica com o telefone celular a que se destina a chamada.

A área de cobertura referente a uma ERB é chamada de célula.

 

O que é e para que serve uma VPN?

O que é e para que serve uma VPN?

As VPNs são uma ferramenta extremamente poderosa para a segurança das informações digitais, mas muitos usuários ainda desconhecem o recurso. O acrônimo, que representa uma “Rede Virtual Privada” permite o tráfego de dados de forma segura e também permite o acesso a uma rede interna de uma empresa, mesmo trabalhando em casa, por exemplo.

Com isso, é mais fácil levar dados de um ponto a outro da rede sem ficar a mercê de cibercriminosos ou da vigilância, em caso de governos autoritários. A VPN age, em resumo, como uma espécie de firewall, que em vez de proteger seu computador, mantém seguros os seus dados enquanto trafegam pela rede.

Por este motivo, o recurso é especialmente por empresas, que gostariam que seus dados, muitas vezes sigilosos, ficassem longe de olhos curiosos. É possível se conectar até mesmo em redes públicas de forma segura e transmitir informações protegidas com a utilização das VPNs. Graças à criptografia, mesmo que criminosos consigam interceptar as informações, é difícil que eles consigam acessá-las.

Ela também é útil para usuários individuais, que podem usá-las para mascarar seus IPs, de forma a burlar bloqueios de região. Um iraniano, por exemplo, poderia usá-la para acessar o YouTube, onde o serviço é proibido por questões políticas. Seu endereço de IP seria substituído pelo do provedor de VPN, liberando seu acesso.

Para se conectar a uma rede segura do tipo, é necessário acessar a internet da forma que você sempre faz e depois iniciar uma conexão com o servidor de VPN, usando um software específico. No caso de uma empresa, é só se ligar ao servidor e você tem acesso à rede interna da companhia e todos os arquivos.

As diferenças entre IPs fixo e flutuante

As diferenças entre IPs fixo e flutuante

Assim como cada um de nós tem um endereço e um número de telefone, na internet, cada site, serviço ou usuário também tem um IP – uma combinação numérica correspondente a cada conexão. O IP – o protocolo mais básico da internet – é sempre exclusivo, já que é a única forma que os sistemas operacionais e dispositivos da rede poderão identificar cada computador.

O que pouca gente sabe é que existem dois tipos de IP: o estático e o dinâmico. Tudo bem, mas que diferença isso faz? Primeiro, vamos entender. O IP estático ou fixo é aquele definido manualmente e que não mudará a não ser que você modifique as configurações do protocolo TCP/IP da sua máquina. Um IP fixo é sempre necessário quando o computador é uma fonte de dados a ser acessada remotamente.

“Um servidor necessita de um IP fixo porque, todas as vezes em que a pessoa for acessar o nome do site, existe um serviço chamado DNS que faz a tradução do nome que a pessoa está digitando para o IP”, explica Weberton Souza, supervisor de redes da Telium.

Já o IP dinâmico, como o próprio nome diz, muda o tempo todo; ou melhor, a cada nova conexão à web. Os provedores de acesso à internet utilizam protocolos específicos para que a distribuição desses IPs seja feita automaticamente para cada dispositivo que se conecta à rede. A maioria de nós, em casa, utiliza IPs dinâmicos – que além de mais baratos, são mais seguros e eficientes.

“O IP dinâmico não garante segurança nenhuma, só que ele é um passo a mais, porque como você não tem um IP fixo, ainda que uma pessoa mal-intensionada descubra o seu IP naquele momento, ela vai ter de refazer todo o processo para descobrir seu IP novamente amanhã, por exemplo. Porque amanhã você vai se reconectar e o seu computador vai ter um novo endereço IP”, diz Souza.

Hoje é raro encontrar usuários que possuam IP fixo, mas a maioria das empresas prefere esta opção. Tudo bem, o acesso com IP estático é muito mais caro que o dinâmico, mas ele oferece vantagens; entre elas, principalmente a facilidade de administração e o acesso remoto. Sabendo o “endereço fixo” de uma máquina ou de uma rede, é muito mais simples acessá-la de qualquer lugar.

Objetos conectados, como câmeras de segurança, por exemplo, também podem usar IP fixo. Mas como no uso doméstico a predominância é do IP dinâmico, a saída para se conectar a esses objetos à distância são serviços de DNS dinâmico. Na sua conta, neste tipo de serviço, depois de configurado, o roteador (em casa ou onde quer que seja) envia o número de IP que está sendo usado naquele exato momento para que você possa fazer o acesso remoto.

“Quando você tem o IP fixo, o acesso remoto a esse dispositivo é bem facilitado. Com o IP dinâmico você precisa de alguns recursos extras para conseguir efetuar esse acesso”, esclarece o especialista.

Apesar do alto preço, muitas empresas não abrem mão do IP fixo para poder usar VPN’s, Redes Privadas Virtuais.

CEO da Telecom Itália vem ao Brasil e garante que a TIM não está à venda

CEO da Telecom Itália vem ao Brasil e garante que a TIM não está à venda

O CEO da Telecom Itália, Marco Patuano, quer acabar de vez com os rumores em torno de uma possível venda da TIM Brasil após a Telefônica, grupo que controla a Vivo por aqui, tornar-se sócia majoritária da operadora italiana. O executivo se reuniu hoje (18/02) com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e garantiu que não há interesse em vender a TIM.

“Nesse momento não tem nenhuma oferta, nem discussão. Nunca vi uma situação na qual uma companhia que está sendo fechada vai aumentar os investimentos”, afirmou Patuano. Recentemente, a TIM divulgou um lucro de R$1,5 bilhão, um aumento de 4% em relação a 2012, e seus planos de investir na qualidade da sua rede ao longo de 2014.

O CEO do grupo italiano não descarta uma operação com a Vivendi, controladora da GVT por aqui, o que poderia afrouxar a influência da Telefônica sobre o grupo. Isso poderia resolver os entraves com a regulamentação brasileira, que não permite a um único grupo controlar duas empresas que atuam no Serviço Móvel Pessoal em uma mesma região.

“A TIM é uma companhia muito boa que faz telefonia móvel e a GVT é uma ótima companhia que faz telefonia fixa. Então surgem especulações de que isso seria uma combinação ótima. Porém, nesse momento, não estamos falando”, disse Patuano.

“Estamos no Brasil para investir”, acrescentou o executivo. Segundo ele, no ano passado, a TIM Brasil investiu R$ 500 milhões a mais que no ano anterior. Neste ano, o total de investimentos da operadora no país deve chegar a R$ 4,5 bilhões. [Teletime e EXAME]

4GMax chegará para todos os clientes da Claro sem custo adicional

4GMax chegará para todos os clientes da Claro sem custo adicional

Uma ótima notícia para todos os clientes da Claro que ainda não contam com o 4GMax. A operadora irá oferecer a conexão para todos os seus clientes sem qualquer custo adicional a partir de abril desse ano. A data exata ainda não foi informada.

Isso é válido para todos os assinantes, tanto do planos pré, quanto os do pós-pago e também do plano controle. Além disso, não será necessário a troca de chip, basta apenas ter um aparelho compatível com a rede 4G.

A rede de quarta geração é muito mais rápida que a famosa 3G. Por ela, a experiência de navegação na web por aparelhos móveis é muito melhor, especialmente em serviços de streaming como o YouTube.

Isso é uma jogada e tanto da Claro, ainda mais levando em consideração o momento que vivem as operadoras de telefonia móvel que ganham ou perdem clientes diariamente por conta de suas conexões com a internet.

TIM e Waze fecham parceria

TIM e Waze fecham parceria

Com o acordo, os clientes da operadora terão acesso ao app sem desconto do plano de dados contratado

 Tela do aplicativo (app) Waze

Waze: a TIM contará com PIN’s no mapa disponibilizado no aplicativo, que localizarão lojas da operadora e pontos de recarga

São Paulo – A TIM fechou parceria com o Waze, aplicativo de trânsito e navegação atualizado em tempo real, com a colaboração de uma comunidades de motoristas.

Com o acordo, os clientes da operadora terão acesso ao app sem desconto do plano de dados contratado.

A empresa também contará com PIN’s no mapa disponibilizado no Waze, que localizarão lojas da operadora e pontos de recarga.

A partir de hoje, quem adquirir um aparelho já contará com o aplicativo pré-instalado.

“O Waze tem ajudado milhões de brasileiros no trânsito cada vez mais intenso das cidades. Por isso, buscamos essa parceria em primeira mão, que trará ainda mais benefícios para os clientes. A ação está em linha com o posicionamento de inovação da TIM e com foco no mercado de dados e apps, um dos pilares da estratégia da empresa para 2014”, explica Fábio Cristilli, diretor de Internet, VAS e Aparelhos da TIM Brasil.

A isenção da cobrança do tráfego de dados será válida até 09/07/2014, podendo ser prorrogada.

Vivo e Nextel fecham acordo de compartilhamento no 2G e 3G

Vivo e Nextel fecham acordo de compartilhamento no 2G e 3G

Mais um contrato de compartilhamento de rede foi firmado nesta segunda-feira, 13/01, no país. Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários, a Telefônica Brasil/Vivo comunica que firmou um contrato para fornecer à Nextel serviços de voz e dados no Brasil no atacado, por meio do qual a Nextel será capaz de usar suas redes 2G e 3G.

A Nextel não tem serviços 4G. Este é o segundo contrato de compartilhamento da Vivo – o primeiro foi firmado com a Claro, em março do ano passado, mas até o momento não foi operacionalizado pelas duas teles. No comunicado, as empresas informam que os ativos de espectro e de rede continuarão a ser geridos separadamente por cada operadora.

“O contrato faz parte das iniciativas da companhia para aumentar a eficiência de uso e desenvolvimento da rede 3G, resultando em uma melhor alocação de capital e margens do negócio”, afirmou a Telefônica, completando que o contrato é um passo natural no processo de otimização da rede no país.

Em comunicado à imprensa, a Nextel revela que o acordo vale também para o México, onde o contrato comercial permitirá à Movistar, marca comercial da Telefónica no país, alavancar a capacidade já implantada em sua rede 3G. Adicionalmente, informa ainda o comunicado, o contrato permitirá à Nextel México expandir a cobertura atual de sua rede.

“Os contratos permitem que ambas as companhias obtenham os benefícios advindos da otimização dos investimentos em infraestrutura, ao mesmo tempo em que mantêm sua estrutura de mercado atual, tanto no Brasil como no México”, disse Santiago Fernández Valbuena, Presidente e CEO da Telefónica América Latina. “É mais um exemplo dos esforços da Telefónica para otimizar o uso de seus recursos, aprimorar a lucratividade de seus negócios e aumentar sua flexibilidade financeira.”

“Nossos novos contratos com a Telefónica irão melhorar nossas ofertas de serviços, dando-nos a capacidade de prover aos nossos clientes de 3G no Brasil e no México serviços em áreas maiores desses mercados”, disse Steve Shindler, CEO da NII Holdings. “Nosso acesso às redes da Telefónica sob os termos desses contratos também nos permitirá utilizar as redes da Telefónica à medida que continuamos a expandir nossa própria cobertura, a fim de oferecer a nossos clientes serviços que atendem às suas necessidades.”

O acordo é importante para a sobrevivência da Nextel no Brasil. A empresa enfrenta um período turbulento – está perdendo clientes de rádio e não consegue recursos para ampliar a rede própria 3G. No começo de dezembro de 2013, a NII Holdings, companhia americana que controla a marca Nextel na América Latina, informou um plano de reestruturação para equilibrar suas finanças. As medidas incluiam a demissão de 1,4 mil pessoas ao redor do mundo que cuidam de suas operações de varejo e a redução de 25% nos postos de trabalho de sua sede.

Aqui no Brasil -houve uma reestruturação interna – e segundo os dados do portal Teleco, a estratégia da Nextel no 3G tem sido a venda de modems banda larga. Em outubro, por exemplo, a operadora possuia 217 mil acessos, sendo 204 mil terminais de banda larga e 13 mil aparelhos 3G. Todos são pós-pagos e a maior parte – 174 mil – se concentra em São Paulo.

*Com informações da Nextel e de agências

Teles terão de adequar mais de 40 mil antenas no Brasil

Teles terão de adequar mais de 40 mil antenas no Brasil

A Anatel aprovou nesta quinta-feira, 13/2, uma alteração no regulamento de compartilhamento de infraestrutura que prevê a adoção do que foi definido há cinco anos quando da aprovação da Lei 11.934/2009: as operadoras são obrigadas a compartilhar suas torres quando instaladas a menos de 500 metros umas das outras.

O papel da agência, no caso, era regulamentar as exceções a essa regra. Na prática, porém, só a partir de agora aquela restrição legal será aplicada. Mas no caso das torres já instaladas, as operadoras terão um prazo de transição de 60 meses para se adequarem. Só entre as teles que possuem Poder de Mercado Significativo existem 40,8 mil torres.

As exceções foram também definidas. A distância pode ser menor quando o compartilhamento acarretar que seja ultrapassado o limite de exposição humana a campos eletromagnéticos; quando causar interferência ou prejudicar a ‘visada’ de outras operadoras; ou quando a estrutura não suporte equipamentos adicionais.

Também foi inserido no regulamento a previsão já expressa na mesma lei de que quando as torres forem instaladas no alto de prédios, ou quando implantadas de forma a serem integradas à paisagem, a restrição igualmente não se aplica. No mais, a agência deixou em aberto a possibilidade de que outros problemas técnicos sejam comprovados.

Os cinco anos para a adaptação tem relação direta com o fato de que a Anatel não tem, por enquanto, como saber onde exatamente estão as torres e qual a distância entre elas. Para isso, será implantado um sistema eletrônico onde será informada a localização de cada estrutura.

TIM reforça investimento em cobertura e aposta em 3G, 4G e Wi-Fi

TIM reforça investimento em cobertura e aposta em 3G, 4G e Wi-Fi

Depois de centrar seus investimentos em 2013 em ações voltadas para a melhoria da qualidade da infraestrutura de rede, a TIM Brasil planeja, em 2014, apostar no chamado, pelo presidente da tele, Rodrigo Abreu, de ‘capex do futuro’: os serviços de dados de alta velocidade. Executivo também projeta ainda o retorno da ‘briga’ entre a banda larga fixa e a móvel no país, especialmente, onde não há infraestrutura fixa de ‘qualidade’.

Entre as ações previstas pela TIM Brasil – que deverá aportar R$ 3,7 bilhões em 2014 – para unir o discurso da melhoria de qualidade de rede ao aumento de cobertura, está a ‘massificação’ de hotspots Wi-Fi; o uso da infraestrutura da TIM Fiber para melhorar o serviço móvel em São Paulo e Rio, e a expansão de novas localidades com a cobertura 4G, em compartilhamento com a Oi.

Durante a teleconferência de resultados do 4º trimestre, realizada nesta sexta-feira, 14/02, o presidente da TIM Brasil, Rodrigo Abreu, observou que, em 2013, boa parte dos investimentos aconteceu na rede 2G, mas, esse ano, os recursos serão voltados para 3G e 4G. Ele destacou que o balanço financeiro comprovou que a decisão da operadora de investir em infraestrutura própria  – reduzindo custos de aluguel – trouxe resultados efetivos.

Também ressaltou o sucesso do projeto de levar fibra até as antenas. Isso porque o programa inicial era o de levar a fibra a até 25 cidades em 2013, mas ao final, 39 cidades estavam cobertas. 2014, estimou ainda Abreu, terá, sim, um espaço significativo para a substituição fixo-móvel na área de dados.

“Há várias cidades onde o serviço fixo é de baixa qualidade e muitos brasileiros ainda não têm acesso à Internet. Com os investimentos direcionados para o 3G e para o 4G – e o capex em rede continuará extremamente agressivo ( em 2012 ficou em 90% dos R$ 3,7 bi aportados), acreditamos que o móvel terá muito a ganhar com receita em dados”, destacou. A TIM divulgou, por meio de dados obtidos no PNAD, do IBGE, e no CETIC.br, que há 57 milhões de domicílios com telefone no Brasil, dos quais 32 milhões possuem apenas linhas celulares. Além disso, 60% das residências no País não contam com acesso à Internet. 

Os investimentos em Wi-Fi serão uma realidade este ano. Abreu informou que, hoje, a TIM possui cerca de 900 hotspots ativos no país, mas a ideia é aumentar muito. “Não vou falar em números, mas queremos, especialmente, que o usuário tenha uma conexão automática do Wi-fi e do 3G, 4G. Que ele não perceba a troca. São investimentos pesados, mas absolutamente necessários porque precisamos ter melhor cobertura e sinal em shoppings, aeroportos, centros comerciais, entre outros”, sustentou. 

Com relação ao uso das small cells, o presidente da TIM Brasil disse que o ritmo de maior ou menor adesão será dado pelo governo, em função da manutenção da cobrança de Fistel – apenas as femtocells ficaram isentas do tributo, em decisão tomada pela Anatel no ano passado.”Não tenho dúvida que as small cells vão ser fundamentais na questão de melhorar a cobertura de rede, mas ainda precisamos resolver essa questão dos impostos. Vamos usar sim as small cells para melhorar o serviço e, claro, em 2014, as cidades-sede da Copa estão no radar”, completou Abreu.

Sobre os rumores do fatiamento ou venda da TIM Brasil, o executivo repetiu, de novo, que o grande trabalho, hoje, é impedir que ‘os rumores afetem o dia a dia da companhia e o planejamento estratégico para 2014 a 2016″. Reforçou que a Telecom Itália já declarou que não tem a intenção de vender a TIM Brasil e que considera o ativo estratégico para os negócios.

Resultados  

A base de assinantes da TIM chegou a 73,4 milhões no fim de 2013, com incremento de 4,3% em relação a 2012 e acima da média do mercado brasileiro, que foi de 3,5%. A TIM encerrou o ano com market share de 27,1% ante a 26,9% em 2012, mantendo a vice-liderança do mercado total. O destaque foi o crescimento do segmento pós-pago, que subiu 14,6% no comparativo anual. No segmento pré-pago, a empresa manteve a liderança, com 61,1 milhões de usuários, o que significa aumento de 2,5% no ano. Desses, 59,5 milhões são clientes do plano Infinity, que correspondem a 97,4% dos assinantes deste segmento.

A base 3G chegou a 23,6 milhões de usuários, um salto de 92,3% em relação ao ano anterior. No 4G, o trimestre trouxe um desempenho ainda mais expressivo, levando-se em consideração o curto período desde o lançamento da tecnologia: 160% de crescimento, alcançando 30,9% de market share.  Os bons resultados refletem o sucesso da estratégia da operadora, seja do lado comercial, proporcionando serviços inovadores com as melhores vantagens do mercado, seja do ponto de vista de infraestrutura, ao manter o compromisso de garantir serviços sempre com mais qualidade.

O balanço financeiro de 2013 da operadora registrou um lucro líquido de R$ 499 milhões no quarto trimestre do ano passado, o que representou uma alta de 8% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. No trimestre, a receita líquida da companhia somou R$ 5,18 bilhões, com aumento de 3,1% em relação ao ano anterior. A receita média por usuário ficou em R$ 19,20, uma queda de 3,5% na comparação anual.

No período, a TIM apresentou um crescimento de 4,3% na sua base de usuários, para 73,4 milhões. Do total, o segmento de telefonia pós-paga apresentou um avanço de 14,6%, para 12,3 milhões de linhas em uso. O total de usuários pré-pagos cresceu 2,5%, para 61,1 milhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) totalizou R$ 1,5 bilhão. O montante ficou 5,2% acima do verificado no quarto trimestre de 2012. A margem Ebitda fechou em 28,9%, o que representou um aumento de 0,6 ponto percentual na comparação anual. Em 2013 como um todo, a TIM lucrou R$ 1,5 bilhão, com avanço de 3,9% em relação ao ano anterior. A receita subiu 6,2%, para R$ 19,9 bilhões.