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Brasil terá nova operadora móvel nacional, a Winity Telecom, ao arrematar bloco por R$ 1,4 bilhão em leilão

Henrique Medeiros | 4/11/21 12:45

Leilão do 5G
Abraão Balbino, superintendente da Anatel e presidente da comissão especial de licitação (CEL)

[Matéria atualizada no dia 4/11, às 14h40, com informações do Grupo Pátria] O Brasil ganhou uma nova operadora móvel (MNO) de amplitude nacional a partir do leilão de frequências desta quinta-feira, 4. A Winity II Telecom, braço de telecom do Grupo Pátria, fez uma proposta de R$ 1,4 bilhão (R$ 1.427.872.491,87) pelo bloco A01 na faixa de 700 MHz (10 MHz + 10 MHz), um ágio 806% sobre o valor mínimo proposto pelo edital da Anatel, de R$ 157 milhões.

Vale lembrar que os analistas do mercado de telecom, mídia e tecnologia (TMT) afirmaram ao Mobile Time nesta semana que existia a possibilidade de disputa na faixa dos 700 MHz.

Além da Winity, NK 108 e VDF Datora apresentaram propostas por esse mesmo bloco: R$ 333 milhões e R$ 318 milhões, respectivamente. A VDF Datora ficou de fora da disputa por ter apresentado uma proposta inferior a 70% do maior lance. Assim, como segunda colocada, apenas a NK poderia ter feito um novo lance – a empresa tinha 5 minutos para isso –, mas preferiu não fazê-lo.

Durante a transmissão do certame, Abraão Balbino, superintendente da Anatel e presidente da comissão especial de licitação (CEL), afirmou que como é um lote nacional e nenhuma dessas operadoras tem radiofrequência, o País recebe uma nova operadora móvel a partir da outorga neste leilão.

O lote A01 tem como compromissos a construção de infraestrutura em rodovias e localidades. Ao todo, 625 localidades e 31 mil km de rodovias deverão ser cobertas.

Em nota enviada a Mobile Time, André Sales, sócio do Pátria e CEO da área de infraestrutura na empresa, afirmou que estão “absolutamente comprometidos em entregar um ambiente mais conectado e digital, que impulsione o crescimento do Brasil”.  Por sua vez, Sergio Bekeierman, CEO da Winity, disse que vencer o leilão da frequência de 700 MHz nesse momento único da indústria “é motivo de muita alegria”.

“Ainda mais gratificante é visualizar o impacto que promoveremos ao levar conectividade a centenas de localidades remotas e a mais de 35 mil quilômetros de trechos de rodovias sem cobertura, gerando milhares de empregos, inclusão digital e o desenvolvimento da infraestrutura do País”, completou Bekeierman.

Além da Winity, a companhia tem um histórico de 20 investimentos em construção de torres, redes de fibra ótica e data centers na América Latina. A ODATA (Brasil, Colômbia e México), que atua com data center e infraestrutura de TI, e a ATIS (Argentina), com rede neutra de telecom, são outros exemplos de investimentos do Pátria.

Nova rede de fibra óptica FiBrasil é liberada pela Anatel

02/06/2021 às 21:301 min de leitura

Imagem de: Nova rede de fibra óptica FiBrasil é liberada pela Anatel

O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou nessa terça-feira (1º) a venda do controle da FiBrasil pela Vivo. Com a liberação do negócio, a unidade destinada à construção de redes de fibra óptica será operada pelo fundo canadense Caisse de Dépot et Placement Du Québec (CDPQ).

A decisão do Conselho da Anatel, de aprovar a venda de 50% das ações da FiBrasil sem restrições, foi unânime. De acordo com os integrantes do colegiado, a transação não apresenta riscos em relação à concorrência, pois não promoverá alterações de participação do mercado atual.

Firmado no início de março, o acordo entre a Vivo e a CDPQ foi aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) um mês depois. Em troca da sua participação majoritária na companhia, a tele receberá a quantia de R$ 1,8 bilhão paga pela empresa canadense.

O negócio permitirá a expansão da banda larga por fibra óptica no país.
O negócio permitirá a expansão da banda larga por fibra óptica no país.

Mesmo vendendo a maior parte das ações, a Telefônica Brasil terá participação de 25% no negócio que pretende acelerar a implantação de uma malha de fibra em todo o país. Os outros 25% ficarão com a Telefónica Infra, subsidiária de infraestrutura do grupo espanhol, enquanto os 50% restantes serão da Fibre Brasil Participações, criada pela CDPQ.

Rede neutra de fibra óptica

Com a estreia da FiBrasil prevista para o segundo semestre, a Vivo pretende ampliar a cobertura de fibra óptica dos atuais 1,6 milhão de domicílios para 5,5 milhões de casas nos próximos quatro anos. O foco está nas cidades médias fora do estado de São Paulo.

Ela será a principal cliente da nova empresa, mas não a única. Como a FiBrasil terá uma rede neutra de fibra óptica, outras concorrentes poderão utilizar a infraestrutura disponível para vender seus serviços de telecomunicações.

Vale lembrar que modelos de compartilhamento de infraestrutura da tecnologia FTTH também são adotados por outras operadoras, como a TIM  e a Oi.

Telefónica vai às compras para expandir operação da Vivo no Brasil

30/07/2021 às 10:001 min de leitura

Imagem de: Telefónica vai às compras para expandir operação da Vivo no Brasil

A empresa espanhola Telefónica, que é a dona da operadora brasileira Vivo, deve aumentar a presença na América Latina a partir de novas aquisições. A afirmação é do diretor de operações do conglomerado, Angel Vila.

Segundo o site Minha Operadora, maiores detalhes não foram revelados, mas as compras devem ajudar no plano para concentrar os negócios da marca na América Latina a partir de “aquisições complementares” — ou seja, sem grandes negócios, mas com adições pontuais ao catálogo da operadora.

Há alguns dias, o presidente da Vivo, Christian Gebara, já havia confirmado a ideia de comprar pequenos provedores, mas especialmente aquelas que atuem em regiões com pouca presença atual da marca, evitando assim uma eventual sobreposição de redes.

Boa fase

Vale lembrar que, recentemente, a Vivo adquiriu em conjunto com as concorrentes TIM e Claro a divisão móvel da Oi, além do lançamento da rede de fibra óptica FiBrasil. Além disso, pela alta nas vendas de celulares no país, a Telefónica registrou um lucro líquido de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre de 2021.

Leilão do 5G confirma expectativas e arrecada R$ 47,2 bilhões

Nesta fase, 85% das faixas de radiofrequências foram vendidas e todos os compromissos de investimentos contemplados; valor econômico superou em R$ 5 bilhões o preço mínimo previsto no edital

Publicado em 05/11/2021 16h05 Atualizado em 05/11/2021 18h54

Leilão do 5G confirma expectativas e arrecada R$ 46,7 bilhões
Das faixas de radiofrequência disponibilizadas, 85% foram arrematadas com ofertas que somaram R$ 46,7 bilhões

Omaior leilão de radiofrequências da América Latina foi consumado com sucesso pelo Ministério das Comunicações (MCom) e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Das faixas de radiofrequência disponibilizadas, 85% foram arrematadas com ofertas que somaram R$ 47,2 bilhões. Desse valor, mais de R$ 39,8 bi serão revertidos em investimentos para ampliar a infraestrutura de conectividade no Brasil. O valor econômico total excedeu em R$ 5 bilhões o preço mínimo estipulado pelo Governo Federal no edital da licitação.

“Superou todas as nossas expectativas”, comemorou o ministro das Comunicações, Fábio Faria. Durante coletiva de imprensa, realizada após fechamento da análise e julgamento das propostas, Faria salientou o esforço feito para realizar a licitação e inaugurar no país uma nova era de conectividade. “Foram 15 meses de trabalho intenso para que a gente pudesse trazer de fato o 5G para o Brasil e hoje chegamos com notícias altamente positivas”, pontuou. O ministro destacou que o resultado do leilão foi superior a todas as licitações anteriores somadas. Em números aproximados, a venda das faixas do 3G rendeu R$ 7 bi; do 4G movimentou R$ 12 bi; e a privatização da Telebras, R$ 22 bi.

A realização do leilão marca a chegada da tecnologia 5G no Brasil e fomenta investimentos no setor de telecomunicações. Com a venda das faixas, todas as obrigações de cobertura de internet móvel foram contempladas. Isso significa que serão atendidos os compromissos previstos para ampliação da infraestrutura de conectividade. “Temos a garantia e a certeza de que todos os valores arrecadados nesse leilão serão convertidos em benefícios para a população”, sustentou o ministro.

“Foram 15 meses de trabalho intenso para que a gente pudesse trazer de fato o 5G para o Brasil e hoje chegamos com notícias altamente positivas”, disse Fábio Faria, ministro das Comunicações

“Foram 15 meses de trabalho intenso para que a gente pudesse trazer de fato o 5G para o Brasil e hoje chegamos com notícias altamente positivas”, Fábio Faria, ministro das Comunicações

Entre as obrigações assumidas pelas empresas vencedoras estão: levar cobertura 5G a todas as capitais e cidades com mais de 30 mil habitantes; garantir internet 4G nas rodovias federais e localidades ainda sem conexão; implantar rede de fibra óptica em locais com pouca ou nenhuma infraestrutura de conectividade; implantar o Programa Amazônia Integrada e Sustentável (PAIS) e o projeto da rede privativa de comunicação da Administração Pública Federal; custear a migração da TV parabólica para TV via satélite; investir em projetos de conectividade em escolas.

PRAZOS PARA IMPLEMENTAÇÃO

Com o avanço do leilão, surge a dúvida a respeito de quando a tecnologia 5G efetivamente será implementada em todo o território brasileiro. O edital possui metas fixadas ano a ano. As primeiras vencem em julho de 2022, quando todas as capitais brasileiras devem ter cobertura 5G. Já em 2028, a meta é para cobertura de todas as cidades do país.

NOVAS OPERADORAS

Além de atrair investimentos, o leilão do 5G também possibilitará a entrada de seis novas operadoras de telefonia móvel no Brasil. As empresas Winity II Telecom, a Brisanet, o Consórcio 5G Sul, a Cloud2u, a Fly Link e a Neko Serviços arremataram lotes e ganharam o direito de explorar as faixas para levar serviço de internet à população.

CONCORRÊNCIAS

As operadoras móveis com maior porte disputaram intensamente a faixa de 2,3 GHz. Somadas, Vivo, Claro e TIM aportaram mais de R$ 2,3 bilhões no embate, alguns lotes alcançaram ágio de até 855%. Para o MCom a faixa é estratégica, porque será destinada à rede com alta capacidade (em áreas densamente povoadas), mas também será inicialmente dividida com o 4G, mantendo a compatibilidade com muitos aparelhos telefônicos no mercado. A Claro arrematou lotes relativos a fatias de 50 MHz na faixa de 2,3 GHz e ficou com São Paulo, além das regiões Norte, Sul e Centro Oeste, pelas quais ofereceu R$ 1,2 bilhão.

A Brisanet arrematou o lote E4 (50 MHz) que engloba a região Nordeste, por R$ 111,3 milhões. Vivo ficou com Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, por R$ 176,4 milhões. As três principais operadoras ainda concorreram pelos blocos de 40 MHz: a Vivo adquiriu lotes relativos a São Paulo e as regiões Norte e Centro Oeste, somando R$ 290 milhões; TIM ficou com a região Sul (R$ 94,5 milhões) e com Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo (R$ 450 milhões). Ao final, o lote F8 (40 MHz na faixa 2,3 GHz) acabou tornando-se o mais disputado do primeiro dia, com Algar e TIM alternando lances por 17 vezes. A Algar arrematou o lote com a oferta de R$ 57 milhões, configurando ágio de 1.127% sobre o preço mínimo.

PRÓXIMOS PASSOS

Abraão Balbino e Silva, presidente da Comissão Especial de Licitação (CEL) e superintendente de Competição da Anatel, suspendeu o leilão com a conclusão da análise e julgamento dos lotes. Os trabalhos foram retomados por uma hora, às 13h30, para leitura dos resultados e encaminhamento das próximas etapas para o fechamento da licitação. A CEL fechou as atividades do dia indicando a retomada na próxima terça (9/11), às 9 horas.

A Anatel criará, em até 15 dias após a homologação do resultado do leilão, um Grupo de Acompanhamento do Custeio a Projetos de Conectividade de Escolas (GAPE), a ser formado por representantes do MCom; da Anatel; do Ministério da Educação; e representante de cada uma das empresas vencedoras da faixa de 26 GHz. O grupo será presidido por um conselheiro da Anatel, a ser indicado. O grupo será responsável por definir projetos de conectividade das escolas, detalhando características, critérios técnicos, cronograma de metas e estudos de precificação.

Claro se prepara para entrar no sistema financeiro

A ideia é surfar na onda do open banking e do PIX, do Banco Central, e reduzir custos de intermediários
Por Luisa Purchio Atualizado em 31 jul 2020, 17h33 – Publicado em 31 jul 2020, 16h36

Na onda do open banking e do lançamento do PIX, o sistema de pagamento digital do Banco Central, diversas empresas de telecomunicações estão criando seus próprios produtos financeiros. Fontes envolvidas neste mercado comunicaram a VEJA que a Claro está se preparando para lançar em novembro ou dezembro uma nova empresa do grupo que oferecerá produtos financeiros. Hoje a Claro já oferece produtos de recarga de crédito de celular, mas a ideia é ampliar a oferta de crédito e criar um sistema de pagamento ao estilo do PicPay. “Inicialmente será para venda de produtos de telecomunicação da empresa e de parceiros, mas depois isso poderá ser aberto a outros produtos”, diz um colaborador sob condição de anonimato.

Além disso, com a própria empresa de serviços de pagamento, a Claro poderá reduzir os custos e porcentagens que são direcionados por operação aos intermediários terceirizados,

os chamados gateways de pagamento. A fintech terá como público alvo clientes da base da Claro que não conseguem ter contas em banco por não possuírem renda fixa ou comprovante de residência. Hoje, esses clientes já estão ligados à empresa por meio de linhas telefônicas e serviços de recarga de celular.

No ano passado, a Claro fez uma tentativa de desenvolver uma plataforma de empréstimos de até 10 mil reais por meio de uma parceria com o banco Inbursa S.A. O aplicativo de nome Claro SmartCred, no entanto, não teria decolado por causa de dificuldades nas regras do Banco Central.

A nova tentativa pretende surfar na Agenda BC#, que segue no caminho de digitalizar e democratizar o mercado financeiro. Esse movimento vai ao encontro da ampliação de negócios da empresa de telecomunicações Vivo, que entre os novos produtos acaba de lançar a Vivo Money. Uma parceria entre a Vivo e a Ibi Promotora de Vendas Ltda, correspondente bancária do Banco Digio S.A., o produto criado oferece empréstimos de até 30 mil reais. Em fase de implementação, a plataforma está aberta apenas para clientes cadastrados e habilitou uma lista de espera. “As oportunidades são várias, em várias vertentes da economia, tanto pessoa física quanto das pequenas e grandes empresas”, disse Christian Gebara, CEO da Vivo, em conferência digital promovida esse mês pela consultoria de negócios e TI Everis.

Claro registra receita de R$ 39,5 bilhões somente em 2020

Imagem de: Claro registra receita de R$ 39,5 bilhões somente em 2020

A Claro comunicou, na noite desta terça-feira (09), os resultados obtidos em 2020. Somente no quarto trimestre do ano, a empresa atingiu um faturamento de R$ 10,1 bilhões no quarto trimestre de 2020. No total, a receita anual foi nada menos que R$ 39,5 bilhões — o que representa um crescimento de 1,7% em relação ao ano anterior.

Apesar da pandemia, que gerou uma queda no desempenho de muitas empresas, o EBITDA da Claro (que considera o lucro antes de impostos, amortizações e depreciações) alcançou R$ 16,1 bilhões em 2020, mais 8,4% do que o registrado em 2019. Aliás, somente no último trimestre do referido ano, esse índice chegou a R$ 4,2 bilhões.

A empresa afirma que o bom desempenho está ligado ao crescimento de 29,6% na base de pós-pago em 2020, isto é, 8,2 milhões de clientes. Mas não foi apenas nessa cartela de serviços que a Claro se destacou. A venda de aparelhos cresceu, apresentando um salto de 46,5% e uma receita de R$ 488 milhões no quarto trimestre. Os resultados positivos também apareceram no serviço de interconexão, que cresceu 9,3%, gerando uma receita de R$ 120 milhões.

Controladora da Claro anuncia nova empresa

No mesmo dia em que foram divulgados os resultados acima, a América Móvel, controladora da Claro no Brasil, anunciou a criação de uma nova empresa com foco em desenvolvimento, construção e compartilhamento de torres de telecomunicação.

No mesmo dia em que foram divulgados os resultados acima, a América Móvel, controladora da Claro no Brasil, anunciou a criação de uma nova empresa com foco em desenvolvimento, construção e compartilhamento de torres de telecomunicação.

A controladora informou que o projeto já foi aprovado pelo Conselho de Administração e a mudança deve ocorrer ao longo de 2021. No entanto, ainda existem algumas pendências, como a adequação às legislações locais de cada país e obtenção do aval de acionistas. A medida, vale destacar, afetará toda a infraestrutura da América Móvel — que se entende não só pelo Brasil, mas por toda a América Latina.

Jeep anuncia Renegade e Compass com conexão 4G da TIM

A Stellantis, empresa que surgiu após a fusão entre os grupos FCA e PSA, anunciou seus primeiros carros conectados: os modelos Jeep Renegade e Compass fabricados no Brasil agora possuem a plataforma Adventure Intelligence, que leva conectividade aos SUVs da marca. O sinal de internet 4G é fornecido pela TIM, e os automóveis são equipados com chip virtual eSIM.

Jeep Renegade 80 Anos tem eSIM e se conecta ao 4G da TIM (Imagem: Divulgação/Stellantis)
Jeep Renegade 80 Anos tem eSIM e se conecta ao 4G da TIM (Imagem: Divulgação/Stellantis)

A princípio, a plataforma Adventure Intelligence é item de série na linha Jeep Renegade 80 Anos, mas o sistema também fica como opcional nas versões Longitude, Limited, Moab e Trailhawk. O Novo Jeep Compass 80 anos, que entrou em pré-venda nesta segunda-feira (5), também será equipado com o módulo de conectividade.

Interior do Novo Jeep Compass, que será lançado em maio de 2021 (Imagem: Divulgação/Stellantis)
Interior do Novo Jeep Compass, que será lançado em maio de 2021 (Imagem: Divulgação/Stellantis)

Além da plataforma de conectividade, os veículos também possuem central multimídia com suporte a Apple CarPlay e Android Auto, sem a necessidade de plugar o smartphone via cabo USB.

4G da TIM dá funções inteligentes para carro conectado

A plataforma Adventure Intelligence tem alguns recursos interessantes de conectividade. Através do aplicativo My Uconnect, o proprietário do veículo consegue acionar recursos de forma remota, como travar ou destravar as portas, acender os faróis ou ligar a buzina.

Além disso, a conexão garante a atualização automática do veículo, dispensando o update presencial na concessionária. O usuário também pode localizar o carro no mapa, e a Stellantis destaca que a rastreabilidade do automóvel Jeep pode gerar economia de até 15% no preço do seguro.

Jeep Renegade 80 Anos inclui plataforma Adventure Ingelligence e suporte a CarPlay e Android Auto (Imagem: Divulgação/Stellantis)

Outros recursos de conveniência ficam disponíveis graças à conectividade, como um mapa inteligente – fornecido pela TomTom – que informa condições de trânsito e calcula a necessidade de abastecimento durante o trajeto. Serviços de socorro também estão presentes, como chamada de emergência (com notificação automática após acionamento do airbag), alerta preventivo de furto e assistência de recuperação em caso de roubo.

Um dos recursos interessantes é que é possível receber alertas no smartphone sobre a condução do veículo e definir um perímetro de deslocamento. Além do aplicativo móvel, dá pra consultar informações e ativar comandos através da assistente virtual da Amazon – uma pena é que que o carro não possui Alexa integrada, ou seja, é necessário utilizar um dispositivo compatível com a plataforma de voz.

Outro detalhe importante é que os veículos Jeep não são compatíveis com 5G. A tecnologia já está disponível no Brasil por meio de compartilhamento dinâmico de espectro, inclusive pela própria TIM; o leilão das frequências exclusivas deve ser realizado pela Anatel ainda no 1º semestre de 2021.

SUVs da Jeep terão Wi-Fi a bordo

Outro diferencial de conectividade é que os carros com Adventure Intelligence já saem de fábrica com Wi-Fi a bordo, com possibilidade de compartilhamento com até 8 dispositivos. A conexão também é fornecida pela TIM; para isso, um pacote de internet diferente do plano Adventure Intelligence deve ser contratado separadamente.

Jeep Renegade 80 Anos inclui plataforma Adventure Ingelligence (Imagem: Divulgação/Stellantis)
Jeep Renegade 80 Anos tem Wi-Fi a bordo com internet 4G da TIM (Imagem: Divulgação/Stellantis)

05/04/2021 às 18:00

Fonte Tecnoblog

Nokia, Qualcomm e UScellular batem recorde de sinal 5G sem fio

11/06/2021 às 08:00 Fonte Tecmundo

Imagem de: Nokia, Qualcomm e UScellular batem recorde de sinal 5G sem fio

A Qualcomm anunciou em seu site na terça-feira (08) a quebra de um recorde mundial: o de alcance de sinal de internet móvel 5G. A marca foi atingida nos EUA, em um projeto desenvolvido em conjunto com a Nokia e a UScellular. Na avaliação feita, o sinal alcançou mais de 10 km de distância através da tecnologia 5G de onda milimétrica de alcance estendido (mmWave), em uma rede comercial.

A realização dos testes de campo envolveu a utilização de rádios Nokia AirScale Baseband e banda mmWave de 28 GHz (n261) em uma rede comercial da operadora UScellular na cidade de Grand Island, no Nebraska. Durante as medições, foram testados diferentes locais e cenários, registrando-se distâncias, rendimento e latência.

Durante a avaliação, além de obter um alcance de aproximadamente 10 km, as companhias conseguiram obter uma média de velocidade de 1 Gbps no download e aproximadamente 57 Mbps no upload. Mesmo a uma distância superior a 11 km da antena, foi atingida uma velocidade de download de 750 Mbps.

Perspectivas para a parceria Nokia / Qualcomm / UScellular

Fonte: Getty Images

Conforme a Qualcomm, o resultado obtido abre caminho para a expansão do serviço 5G de alcance estendido, da Nokia, para áreas de difícil acesso, tanto rurais quanto suburbanas e urbanas. A utilização da tecnologia Qualcomm Fixed Wireless Access (FWA) Platform gen 1 permite que operadoras móveis, como a UScellular, solucionem a lacuna de conectividade entre essas comunidades desassistidas pela internet.

O acesso fixo sem fio (FWA) tem se revelado uma solução promissora para fornecimento de velocidades rápidas de banda larga e baixa latência, com boa relação custo-benefício, em locais remotos. O VP da UScellular, Mike Irizarry ressaltou a importância da disponibilização de um serviço sem fio rápido e confiável, que mantém os usuários conectados, “independentemente de onde morem ou trabalhem”.

Apple e Gradiente voltam ao STF em briga pela marca ‘iPhone’

11/06/2021 às 09:30 Fonte Tecmundo

Imagem de: Apple e Gradiente voltam ao STF em briga pela marca 'iPhone'

A longa batalha judicial entre Apple e IGB Eletrônica, dona da marca brasileira Gradiente, não terminou com um aperto de mãos. As duas partes disputam o direito da marca “iphone” no país e não chegaram a um acordo em um processo a respeito do registro do nome.

Segundo o Estadão, o acordo não foi atingido após 90 dias de negociação em uma divisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que cuida de mediações em casos próximos do fim. Ao todo, foram realizadas dez reuniões unilaterais e outras dez sessões por videoconferência com ambas as partes.

Segundo a ministra Ellen Gracie, que cuidou das reuniões, as negociações foram de “nível elevado” e com “cordialidade”, mas sem um consenso. Por isso, o processo agora volta para análise do relator, o ministro Dias Toffoli, e não tem uma nova data para ser resolvido por julgamento.

Longas batalhas
Segundo a Gradiente, a empresa fez o registro de marca para o “Gradiente Iphone” ainda em 2000, referindo-se a um celular com capacidades de internet. Porém, o cadastro foi realizado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) apenas em 2008 — um erro do órgão, segundo a fabricante.

No mesmo ano, a Apple começou a vender o seu smartphone no país e fez um pedido próprio de marca para o iPhone.

Embalada pela rivalidade, a Gradiente até lançou o seu próprio celular Iphone em 2013, o que só acirrou a disputa e motivou a Maçã a pedir a anulação do registro da concorrente. Com Android, o modelo foi analisado pelo TecMundo em seu lançamento.

O Iphone da Gradiente, lançado em 2013.
O Iphone da Gradiente, lançado em 2013.

O caso passou anos em diferentes esferas tribunais e chegou até ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2018, quando a Apple saiu vencedora: a fabricante nacional teve o registro inicial reconhecido, mas não conseguiu garantir a exclusividade sobre o uso. Em 2020, o caso já estava no STF após a companhia brasileira recorrer e foi direcionado para conciliação.

Celulares pós-pagos ultrapassam os pré-pagos no Brasil

04/11/2020 às 09:00 Fonte Tecmundo

Imagem de: Celulares pós-pagos ultrapassam os pré-pagos no Brasil

De acordo com relatório divulgado pela Anatel, dados referentes ao mercado de telefonia nacional revelam que, em setembro de 2020, o número de linhas pós-pagas no segmento de celulares ultrapassou o de linhas pré-pagas no Brasil. No total, 50,3% dos mais de 228 milhões de cadastros se valem do método de pagamento após o uso – algo atribuído à popularização de ofertas que contemplam pacotes especiais de WhatsApp e ligações a qualquer operadora.

Nesta categoria, são considerados também os chamados planos controle, um meio-termo do investimento entre os dois citados. De qualquer modo, tais soluções costumam oferecer benefícios aos consumidores, a exemplo de franquia de dados ampliada, descontos em aparelhos e afins. Além disso, a possibilidade de adicionar linhas dependentes e expandir o contrato para os planos familiares costuma atrair clientes.

Apesar de uma virada esperada, a novidade é surpreendente quando se considera que, em fevereiro de 2005, 80,3% das linhas móveis eram pré-pagas, cujo pico se deu em 2010, ano em que 82,6% se encaixavam na categoria. A partir de 2012, houve alta no segmento pós-pago – que, agora, se estabeleceu como o mais utilizado.

Linhas pós-pagas ultrapassam pré-pagas no Brasil.

Mudança de comportamento
Caracterizados como um movimento importante para a democratização do acesso à telefonia, planos pré-pagos foram muito populares até a disseminação de smartphones, que, contando com aplicativos diversos, incluindo os de mensagens – que exigem pacotes de dados aprimorados –, demandaram a ampliação de soluções. Sendo assim, buscando incentivar a adoção de um modelo de cobrança mais vantajoso, operadoras começaram, em 2017, a lançar planos pós-pagos cada vez mais atraentes, o que, aparentemente deu resultado.

Em relação à competição entre as empresas, a Vivo é a líder isolada, com 38,3% dos contratos. Claro (29,3%), Tim (18,9%) e Oi (11,1%) vêm logo a seguir – sendo que as duas últimas continuam com mais linhas pré-pagas. No caso da Claro, sua presença de mercado foi intensificada após a aquisição da Nextel – pois a companhia adquirida continha, em seu portfólio, 3,3 milhões de linhas, 98,3% pós-pagas.

Migração de clientes da Oi para TIM deve acontecer antes de 2023

24/02/2021 às 15:42 Fonte Tecmundo

Imagem de: Migração de clientes da Oi para TIM deve acontecer antes de 2023

A operadora TIM estabeleceu que vai integrar a base de clientes obtida a partir da concorrente Oi até o final de 2022. O processo levará todo o ano que vem e termina apenas no mês de dezembro, segundo o presidente da TIM Brasil, Pietro Labriola, durante uma conferência de apresentação de resultados.

De acordo com o site Telesíntese, a próxima etapa do processo para a TIM é preparar a rede interna para realizar a incorporação. Além disso, ainda neste ano, a companhia planeja realizar a separação da atual rede de infraestrutura de prestação de serviço ao cliente final, além de ampliar a monetização de algumas plataformas ao consumidor.

A divisão de telefonia móvel da Oi foi adquirida por um consórcio entre as concorrentes TIM, Claro e Vivo em dezembro de 2020, depois de meses de negociação. O valor foi essencial para o processo de recuperação judicial da Oi, que vendeu outros setores e agora encontra-se em uma situação financeira menos delicada. O trio dividiu a base de clientes entre si, mas a operadora italiana ficou com a maior fatia, que equivale a cerca de 14,5 milhões de pessoas.

Nova rede de fibra óptica FiBrasil é liberada pela Anatel

02/06/2021 às 21:30 Fonte Tecmundo

Imagem de: Nova rede de fibra óptica FiBrasil é liberada pela Anatel

O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou nessa terça-feira (1º) a venda do controle da FiBrasil pela Vivo. Com a liberação do negócio, a unidade destinada à construção de redes de fibra óptica será operada pelo fundo canadense Caisse de Dépot et Placement Du Québec (CDPQ).

A decisão do Conselho da Anatel, de aprovar a venda de 50% das ações da FiBrasil sem restrições, foi unânime. De acordo com os integrantes do colegiado, a transação não apresenta riscos em relação à concorrência, pois não promoverá alterações de participação do mercado atual.

Firmado no início de março, o acordo entre a Vivo e a CDPQ foi aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) um mês depois. Em troca da sua participação majoritária na companhia, a tele receberá a quantia de R$ 1,8 bilhão paga pela empresa canadense.

O negócio permitirá a expansão da banda larga por fibra óptica no país.
O negócio permitirá a expansão da banda larga por fibra óptica no país.

Mesmo vendendo a maior parte das ações, a Telefônica Brasil terá participação de 25% no negócio que pretende acelerar a implantação de uma malha de fibra em todo o país. Os outros 25% ficarão com a Telefónica Infra, subsidiária de infraestrutura do grupo espanhol, enquanto os 50% restantes serão da Fibre Brasil Participações, criada pela CDPQ.

Rede neutra de fibra óptica
Com a estreia da FiBrasil prevista para o segundo semestre, a Vivo pretende ampliar a cobertura de fibra óptica dos atuais 1,6 milhão de domicílios para 5,5 milhões de casas nos próximos quatro anos. O foco está nas cidades médias fora do estado de São Paulo.

Ela será a principal cliente da nova empresa, mas não a única. Como a FiBrasil terá uma rede neutra de fibra óptica, outras concorrentes poderão utilizar a infraestrutura disponível para vender seus serviços de telecomunicações.

Vale lembrar que modelos de compartilhamento de infraestrutura da tecnologia FTTH também são adotados por outras operadoras, como a TIM e a Oi.

FONTE TecMundo

Claro registra receita de R$ 39,5 bilhões somente em 2020

11/02/2021 às 15:00 Fonte Tecmundo

Imagem de: Claro registra receita de R$ 39,5 bilhões somente em 2020

A Claro comunicou, na noite desta terça-feira (09), os resultados obtidos em 2020. Somente no quarto trimestre do ano, a empresa atingiu um faturamento de R$ 10,1 bilhões no quarto trimestre de 2020. No total, a receita anual foi nada menos que R$ 39,5 bilhões — o que representa um crescimento de 1,7% em relação ao ano anterior.

Apesar da pandemia, que gerou uma queda no desempenho de muitas empresas, o EBITDA da Claro (que considera o lucro antes de impostos, amortizações e depreciações) alcançou R$ 16,1 bilhões em 2020, mais 8,4% do que o registrado em 2019. Aliás, somente no último trimestre do referido ano, esse índice chegou a R$ 4,2 bilhões.

A empresa afirma que o bom desempenho está ligado ao crescimento de 29,6% na base de pós-pago em 2020, isto é, 8,2 milhões de clientes. Mas não foi apenas nessa cartela de serviços que a Claro se destacou. A venda de aparelhos cresceu, apresentando um salto de 46,5% e uma receita de R$ 488 milhões no quarto trimestre. Os resultados positivos também apareceram no serviço de interconexão, que cresceu 9,3%, gerando uma receita de R$ 120 milhões.

Controladora da Claro anuncia nova empresa

No mesmo dia em que foram divulgados os resultados acima, a América Móvel, controladora da Claro no Brasil, anunciou a criação de uma nova empresa com foco em desenvolvimento, construção e compartilhamento de torres de telecomunicação.

A controladora informou que o projeto já foi aprovado pelo Conselho de Administração e a mudança deve ocorrer ao longo de 2021. No entanto, ainda existem algumas pendências, como a adequação às legislações locais de cada país e obtenção do aval de acionistas. A medida, vale destacar, afetará toda a infraestrutura da América Móvel — que se entende não só pelo Brasil, mas por toda a América Latina.

FONTE TECMUNDO 11/02/2021 às 15:00

Vivo produzirá energia limpa para suas operações em todo o Brasil

Fonte Tecmundo – 22/07/2020 às 08:30

Ampliando o modelo de negócio sustentável iniciado em 2018 no Estado de Minas Gerais, a Vivo anunciou hoje (21) que vai produzir a própria energia em todas as regiões do Brasil. A ideia é utilizar fontes renováveis de origem solar (61%), hídrica (30%) e de biogás (9%).

O projeto da operadora prevê a adoção do modelo de geração distribuída, com as usinas contratadas operando em 23 estados e no Distrito Federal, fornecendo energia para a companhia por até 20 anos. No total, a iniciativa será responsável por garantir pelo menos 80% do consumo da tele em baixa tensão, abastecendo mais de 28 mil unidades da empresa. A produção será distribuída entre as lojas da operadora, locais onde antenas e torres estejam instaladas, escritórios e equipamentos de telecomunicações.

As lojas da operadora poderão se beneficiar do sistema de geração de energia.
As lojas da operadora poderão se beneficiar do sistema de geração de energia.
Fonte: Vivo/Divulgação

Com o funcionamento pleno de todas as usinas, a previsão é de que sejam produzidos 670 mil MWh por ano, quantidade suficiente para abastecer uma cidade de 300 mil moradores. A medida pode gerar uma grande economia anual para a operadora, segundo o vice-presidente de finanças da Vivo, David Melcon.

Primeiras usinas já estão funcionando
A segunda fase do projeto de produção de energia própria da Vivo já tem duas usinas em funcionamento. Uma delas fica em Aripuanã (Mato Grosso), mantida em parceria com a Centrais Elétricas Salto dos Dardanelos; a operação foi iniciada em março, com capacidade de 3,5 MW produzidos em fonte hídrica. A outra está localizada em Campinas (São Paulo), funcionando desde junho em parceria com a TMW Energy e utilizando fonte solar para produzir 4,77 MW.

Há ainda a usina de Minas Gerais, a pioneira do projeto, em funcionamento desde 2018 e produzindo 22,4 MW a partir de fonte hídrica por meio de parceria com a empresa Hy Brazil.

Claro, TIM e Vivo assinam contrato de compra da Oi Móvel

Oi Móvel foi vendida para Claro, TIM e Vivo por R$ 16,5 bilhões; negócio ainda precisa de aprovação pela Anatel e Cade.

As operadoras Claro, TIM e Vivo prosseguiram com os trâmites de compra da Oi Móvel e assinaram nesta quinta-feira (28) o contrato da aquisição. O negócio de R$ 16,5 bilhões deve dividir a base de clientes, espectro e outros ativos de telefonia celular da Oi.

Oi
Oi Móvel foi vendida para Claro, TIM e Vivo (Imagem: Divulgação/Oi)

Oi Móvel foi vendida em 2020

Para a Oi prosseguir com o plano estratégico de se tornar uma companhia de fibra, a divisão móvel foi leiloada em dezembro de 2020. Na ocasião havia apenas uma proposta conjunta da Claro, TIM e Vivo. As compradoras figuravam na condição de stalking horse, tendo direito de cobrir valores maiores de outros proponentes.

Antes do leilão, outras empresas consideraram adquirir a Oi Móvel. A Highline, do fundo canadense Digital Colony, chegou a apresentar uma oferta vinculante em julho com a intenção de transformar a operadora em uma rede móvel neutra, mas não renovou a proposta.

Clientes e espectro serão divididos entre Claro, TIM e Vivo

Com um competidor a menos, as operadoras já se antecipam para conter um efeito de concentração de mercado e planejam dividir a base de clientes por regiões, de forma a agradar o Cade e a Anatel:

  • TIM deve ficar com a maior parte e arcará com R$ 7,3 bilhões, obtendo 40% dos clientes, 7,2 mil sites de acesso e 49 MHz de licenças de espectro;
  • Claro não deve levar espectro, mas ficará com a 32% da base de clientes e 4,7 mil sites de celular, com custo final de R$ 3,7 bilhões;
  • Vivo pagará R$ 5,5 bilhões para ficar com 10,5 milhões de clientes, 2,7 mil sites e 43 MHz de radiofrequências.

Fonte: Tecnoblog (29/01/2021 às 15:14)

Nokia afirma que atingiu recorde mundial de velocidades em 5G

Nokia afirma que atingiu recorde mundial de velocidades em 5G

A Nokia anunciou na última semana – mais precisamente no dia 19 de maio – que alcançou as velocidades 5G mais rápidas do mundo em sua rede Over-the-Air (OTA) em Dallas, Texas.

Para chegar a essa marca, a empresa finlandesa utilizou 800 MHz de espectro 5G de ondas milimétricas comerciais e funcionalidade de Conectividade Dupla (EN-DC). Durante o experimento, a Nokia alcançou velocidades de até 4,7 Gbps no 5G, em testes realizados em equipamentos de estações radiobase que estão sendo implantados nas principais redes comerciais das operadoras americanas. Além da velocidade, essa solução permitirá que as operadoras vendam vários serviços corporativos sensíveis à latência, como o fatiamento de rede para aplicativos de missão crítica.

Como a velocidade foi alcançada

De acordo com a Nokia, a velocidade recorde foi alcançada combinando oito canais de 100 MHz de espectro de ondas milimétricas nas bandas de 28 GHz e 39GHz, fornecendo 800 MHz de largura de banda, e 40 MHz de espectro LTE usando a funcionalidade EN-DC disponível na solução AirScale da Nokia.

O AirScale Radio Access é uma solução 5G da Nokia, de ponta a ponta, que permite às operadoras de todo o mundo, capitalizarem seus ativos de espectro 5G. Ela oferece enorme escala de capacidade, latência e conectividade, permitindo todas as tecnologias de interface aérea no mesmo equipamento de acesso a rádio.

Já o EN-DC permite que os dispositivos se conectem simultaneamente às redes 5G e LTE, transmitindo e recebendo dados em ambas as tecnologias de interface aérea. Isso significa que os aparelhos podem alcançar uma taxa de transferência (throughput) maior do que quando se conectam apenas ao 5G ou ao LTE. As velocidades foram alcançadas tanto em configurações baseadas em nuvem 5G (vRAN) quanto em configurações clássicas de banda base.

“Este é um marco importante e significativo no desenvolvimento de serviços 5G nos EUA, particularmente em um momento em que a conectividade e a capacidade são tão cruciais”, declarou Tommi Uitto, presidente de redes móveis da Nokia. “Isso demonstra a confiança que os operadores têm em nosso portfólio global de ponta a ponta e o progresso que fizemos para entregar as melhores experiências 5G possíveis aos clientes. Já fornecemos nossos rádios mmWave para todas as principais operadoras dos EUA e esperamos continuar trabalhando em estreita colaboração e avançando com elas.”

Já Stéphane Téral, analista-chefe da LightCounting Market Research afirmou: “Esta é uma conquista substancial que reflete o trabalho cuidadoso da equipe da Nokia prestando atenção nos detalhes e circunstâncias. “Em outras palavras, a agregação de 8 componentes no domínio de ondas milimétricas mostra ao mundo que há mais do que massive MIMO e RAN aberto para não apenas realmente cumprir a promessa de 5G comercial, mas também abrir o caminho para o futuro sistema Terahertz”.

Por Rui Maciel | 25 de Maio de 2020 às 13h05
Canaltech

Para América Móvil, eficiência de redes será importante ferramenta para redução de gastos

Para América Móvil, eficiência de redes será importante ferramenta para redução de gastos

 
Grupo mexicano quer acelerar modernização e expansão da infraestrutura e transformação digital em todas as suas operações

Os investimentos na modernização da infraestrutura, já em andamento no México e em fase inicial no Brasil, fazem parte do pacote que a América Móvil tem utilizado para a diminuição dos seus gastos operacionais. “Nós temos avançado nessa estratégia de corte de gastos e despesas em todos os países e estamos indo bem. Mas todo esse esforço não é suficiente e a eficiência em nossas operações, como a transformação digital, também passou a ser um componente importante”, observou Daniel Hajj Aboumrad, diretor executivo do grupo.

Segundo Óscar von Hauske Solís, COO, a empresa trabalha para digitalizar todas as interações com o consumidor ao mesmo tempo que também investe para levar a fibra para mais perto dele “Nós estamos tentando reduzir o custo de distribuir o tráfego de dados na rede, via tecnologia fotônica”, observou, referindo-se à plataforma que une o transporte IP e óptico.

Durante conferência para analistas, os executivos confirmaram que os investimentos este ano devem ficar próximos a US$ 8 bilhões, um pouco acima de 2017 quando atingiram US$ 7,2 bilhões, Na distribuição do CAPEX, o Brasil deverá receber recursos para acelerar a modernização de sua rede e expansão da cobertura, a Argentina vai reforçar sua presença em pelo menos 1 milhão de domicílios para oferta de TV e banda larga e o mercado mexicano continuará ampliando sua infraestrutura que, no passado, recebeu próximo de 800 novos sites de telefonia móvel.

Para o Brasil, Aboumrad confirmou mais uma vez a disposição de instalar de 1500 a 2000 novos sites para aumentar a cobertura da Claro e ainda renovar cerca de 70 mil quilômetros de fibra óptica. No resultado da empresa, apesar de ter diminuído em número de assinantes, a telefonia móvel esteve entre os maiores aliados do grupo ao expandir em quase 1 milhão de novos clientes pós pago e aumentar o ARPU.

Aboumrad está otimista em relação à recuperação do mercado brasileiro “depois de uma profunda recessão”, “Nossa operação de cabo (NET) está indo muito bem, ganhamos mercado em banda larga fixa e a operação móvel tem nos ajudado muito” disse o executivo.

Ele é mais cauteloso ao falar da vertical DTH que, de acordo com o CEO, está sendo acompanhada mais de perto e tem, inclusive, nova direção. Trata-se de Agrício Silva Neto, ex-vice presidente da SKY e que assumiu o comando da Claro TV em janeiro.

Nextel vai pagar R$ 68 milhões pela migração para SMP

Nextel vai pagar R$ 68 milhões pela migração para SMP

 

A Anatel definiu nesta quinta-feira, 19/4, quanto a Nextel deverá pagar pela adaptação de suas outorgas com a extinção do Serviço Móvel Especializado e migração para o Serviço Móvel Pessoal. No final, prevaleceu a redução da conta que inicialmente era de R$ 411 milhões para R$ 68 milhões.

Como defendeu o voto de Leonardo de Morais, que propôs a revisão do valor, “a área técnica considerou pertinente revisitar e atualizar os valores e as premissas empregados no cálculo questionado pela recorrente, notadamente aquelas concernentes à demanda por acessos, à participação no mercado, às receitas, ao custo de capital e aos investimentos”.

Além disso, foi calculada a dedução correspondente aos Preços Públicos que já tinham sido pagos pelas Autorizações de Uso de Radiofrequência associadas ao SME, proporcionalmente ao período remanescente da outorga. Em 2015, a Anatel aprovou a adaptação do serviço de trunking da Nextel para o Serviço Móvel Pessoal, na faixa de 800 MHz. Mas decidiu que a migração das outorgas deveria ser paga. A conta inicial foi de R$ 411 milhões, mas a Nextel recorreu, e conseguiu baixar o valor

Teles: bloqueio após o fim da franquia não afronta o Marco Civil da Internet

Teles: bloqueio após o fim da franquia não afronta o Marco Civil da Internet

Em nota oficial divulgada nesta sexta-feira, 06/04, o SindiTelebrasil, em nome das operadoras de telecomunicações, contesta o posicionamento da PROTESTE, no qual a associação dos consumidores sustenta que as empresas de telefonia ditam as suas próprias regras com relação ao bloqueio de acesso à rede móvel após o fim da franquia.

Segundo o SindiTelebrasil, a PROTESTE ‘insiste em querer fazer prevalecer a sua interpretação equivocada sobre a legislação aplicável à Internet’. Ainda na nota oficial, a entidade afirma que ‘o bloqueio da navegação após o fim da franquia de dados não afronta o Marco Civil da Internet, e respeita a regulamentação aplicável à oferta da internet móvel”.

O sindicato que representa as operadoras de telecomunicações lembra que, há dois anos, aconteceu ‘um debate exaustivo com as autoridades, envolvendo o Ministério das Comunicações, a Anatel, e a Senacon, do Ministério da Justiça, onde ficou mantido o bloqueio pelo entendimento geral que a prática é legal”.

O SindiTelebrasil reforça ainda que as ‘prestadoras assinaram um termo de compromisso que previa uma série de ações, já colocadas em prática, para dar mais transparência aos clientes sobre os planos de serviço, lançamento de uma campanha educacional sobre a navegação na Internet e a disponibilização de ferramentas amigáveis para possibilitar aos usuários o controle do seu consumo da sua franquia”.

Brasil já contabiliza mais de 1 smartphone ativo por habitante

Brasil já contabiliza mais de 1 smartphone ativo por habitante

O Brasil superou a marca de um smartphone por habitante e conta com 220 milhões de celulares inteligentes ativos, de acordo com a 29ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), divulgada nesta quinta-feira, 19, em São Paulo.

A pesquisa, liderada pelo professor da FGV, Fernando Meirelles, indica que, até maio, o Brasil terá 306 milhões de dispositivos portáteis em uso. O número inclui smartphones, mas também notebooks e tablets, estes em queda livre na preferência do consumidor brasileiro. O levantamento mostra ainda que, até maio, o País terá 174 milhões de computadores no Brasil entre computadores de mesa, notebooks e tablets.

2017 foi um ano surpreendente para o levantamento, pontua Meirelles. Segundo ele, a expectativa- muito em função da crise econômica e política – era de uma queda nas vendas de equipamentos, mas a média ficou equivalente a 2016, com 12 milhões de PCs vendidos.

Para 2018, esse montante deve ser mantido. As vendas de desktops e notebooks registraram uma ligeira alta em relação a 2016. Em contrapartida, os tablets viraram produto de nicho e tiveram uma queda nas vendas. Embora não possa afirmar que os 220 milhões de smartphones são usados também para a Internet, o levantamento da FGV/São Paulo, apura que 70% dos dispositivos portáveis conectados à internet em uso no País são celulares inteligentes.

“Os smartphones estão determinando uma ruptura nos modelos de negócios, especialmente, entre os jovens. Os aparelhos impulsionam um novo comportamento digital e impõem transformações”, observa o responsável pela pesquisa, professor Fernando Meirelles. Em 2019, projeta o estudo, o Brasil terá 2 dispositivos por habitante, a partir do uso de computador, notebook, tablet e smartphone. Um resumo da pesquisa pode ser obtida aqui: www.fgv.br/cia/pesquisa