Nokia afirma que atingiu recorde mundial de velocidades em 5G

Nokia afirma que atingiu recorde mundial de velocidades em 5G

A Nokia anunciou na última semana – mais precisamente no dia 19 de maio – que alcançou as velocidades 5G mais rápidas do mundo em sua rede Over-the-Air (OTA) em Dallas, Texas.

Para chegar a essa marca, a empresa finlandesa utilizou 800 MHz de espectro 5G de ondas milimétricas comerciais e funcionalidade de Conectividade Dupla (EN-DC). Durante o experimento, a Nokia alcançou velocidades de até 4,7 Gbps no 5G, em testes realizados em equipamentos de estações radiobase que estão sendo implantados nas principais redes comerciais das operadoras americanas. Além da velocidade, essa solução permitirá que as operadoras vendam vários serviços corporativos sensíveis à latência, como o fatiamento de rede para aplicativos de missão crítica.

Como a velocidade foi alcançada

De acordo com a Nokia, a velocidade recorde foi alcançada combinando oito canais de 100 MHz de espectro de ondas milimétricas nas bandas de 28 GHz e 39GHz, fornecendo 800 MHz de largura de banda, e 40 MHz de espectro LTE usando a funcionalidade EN-DC disponível na solução AirScale da Nokia.

O AirScale Radio Access é uma solução 5G da Nokia, de ponta a ponta, que permite às operadoras de todo o mundo, capitalizarem seus ativos de espectro 5G. Ela oferece enorme escala de capacidade, latência e conectividade, permitindo todas as tecnologias de interface aérea no mesmo equipamento de acesso a rádio.

Já o EN-DC permite que os dispositivos se conectem simultaneamente às redes 5G e LTE, transmitindo e recebendo dados em ambas as tecnologias de interface aérea. Isso significa que os aparelhos podem alcançar uma taxa de transferência (throughput) maior do que quando se conectam apenas ao 5G ou ao LTE. As velocidades foram alcançadas tanto em configurações baseadas em nuvem 5G (vRAN) quanto em configurações clássicas de banda base.

“Este é um marco importante e significativo no desenvolvimento de serviços 5G nos EUA, particularmente em um momento em que a conectividade e a capacidade são tão cruciais”, declarou Tommi Uitto, presidente de redes móveis da Nokia. “Isso demonstra a confiança que os operadores têm em nosso portfólio global de ponta a ponta e o progresso que fizemos para entregar as melhores experiências 5G possíveis aos clientes. Já fornecemos nossos rádios mmWave para todas as principais operadoras dos EUA e esperamos continuar trabalhando em estreita colaboração e avançando com elas.”

Já Stéphane Téral, analista-chefe da LightCounting Market Research afirmou: “Esta é uma conquista substancial que reflete o trabalho cuidadoso da equipe da Nokia prestando atenção nos detalhes e circunstâncias. “Em outras palavras, a agregação de 8 componentes no domínio de ondas milimétricas mostra ao mundo que há mais do que massive MIMO e RAN aberto para não apenas realmente cumprir a promessa de 5G comercial, mas também abrir o caminho para o futuro sistema Terahertz”.

Por Rui Maciel | 25 de Maio de 2020 às 13h05
Canaltech

Para América Móvil, eficiência de redes será importante ferramenta para redução de gastos

Para América Móvil, eficiência de redes será importante ferramenta para redução de gastos

 
Grupo mexicano quer acelerar modernização e expansão da infraestrutura e transformação digital em todas as suas operações

Os investimentos na modernização da infraestrutura, já em andamento no México e em fase inicial no Brasil, fazem parte do pacote que a América Móvil tem utilizado para a diminuição dos seus gastos operacionais. “Nós temos avançado nessa estratégia de corte de gastos e despesas em todos os países e estamos indo bem. Mas todo esse esforço não é suficiente e a eficiência em nossas operações, como a transformação digital, também passou a ser um componente importante”, observou Daniel Hajj Aboumrad, diretor executivo do grupo.

Segundo Óscar von Hauske Solís, COO, a empresa trabalha para digitalizar todas as interações com o consumidor ao mesmo tempo que também investe para levar a fibra para mais perto dele “Nós estamos tentando reduzir o custo de distribuir o tráfego de dados na rede, via tecnologia fotônica”, observou, referindo-se à plataforma que une o transporte IP e óptico.

Durante conferência para analistas, os executivos confirmaram que os investimentos este ano devem ficar próximos a US$ 8 bilhões, um pouco acima de 2017 quando atingiram US$ 7,2 bilhões, Na distribuição do CAPEX, o Brasil deverá receber recursos para acelerar a modernização de sua rede e expansão da cobertura, a Argentina vai reforçar sua presença em pelo menos 1 milhão de domicílios para oferta de TV e banda larga e o mercado mexicano continuará ampliando sua infraestrutura que, no passado, recebeu próximo de 800 novos sites de telefonia móvel.

Para o Brasil, Aboumrad confirmou mais uma vez a disposição de instalar de 1500 a 2000 novos sites para aumentar a cobertura da Claro e ainda renovar cerca de 70 mil quilômetros de fibra óptica. No resultado da empresa, apesar de ter diminuído em número de assinantes, a telefonia móvel esteve entre os maiores aliados do grupo ao expandir em quase 1 milhão de novos clientes pós pago e aumentar o ARPU.

Aboumrad está otimista em relação à recuperação do mercado brasileiro “depois de uma profunda recessão”, “Nossa operação de cabo (NET) está indo muito bem, ganhamos mercado em banda larga fixa e a operação móvel tem nos ajudado muito” disse o executivo.

Ele é mais cauteloso ao falar da vertical DTH que, de acordo com o CEO, está sendo acompanhada mais de perto e tem, inclusive, nova direção. Trata-se de Agrício Silva Neto, ex-vice presidente da SKY e que assumiu o comando da Claro TV em janeiro.

Nextel vai pagar R$ 68 milhões pela migração para SMP

Nextel vai pagar R$ 68 milhões pela migração para SMP

 

A Anatel definiu nesta quinta-feira, 19/4, quanto a Nextel deverá pagar pela adaptação de suas outorgas com a extinção do Serviço Móvel Especializado e migração para o Serviço Móvel Pessoal. No final, prevaleceu a redução da conta que inicialmente era de R$ 411 milhões para R$ 68 milhões.

Como defendeu o voto de Leonardo de Morais, que propôs a revisão do valor, “a área técnica considerou pertinente revisitar e atualizar os valores e as premissas empregados no cálculo questionado pela recorrente, notadamente aquelas concernentes à demanda por acessos, à participação no mercado, às receitas, ao custo de capital e aos investimentos”.

Além disso, foi calculada a dedução correspondente aos Preços Públicos que já tinham sido pagos pelas Autorizações de Uso de Radiofrequência associadas ao SME, proporcionalmente ao período remanescente da outorga. Em 2015, a Anatel aprovou a adaptação do serviço de trunking da Nextel para o Serviço Móvel Pessoal, na faixa de 800 MHz. Mas decidiu que a migração das outorgas deveria ser paga. A conta inicial foi de R$ 411 milhões, mas a Nextel recorreu, e conseguiu baixar o valor

Teles: bloqueio após o fim da franquia não afronta o Marco Civil da Internet

Teles: bloqueio após o fim da franquia não afronta o Marco Civil da Internet

Em nota oficial divulgada nesta sexta-feira, 06/04, o SindiTelebrasil, em nome das operadoras de telecomunicações, contesta o posicionamento da PROTESTE, no qual a associação dos consumidores sustenta que as empresas de telefonia ditam as suas próprias regras com relação ao bloqueio de acesso à rede móvel após o fim da franquia.

Segundo o SindiTelebrasil, a PROTESTE ‘insiste em querer fazer prevalecer a sua interpretação equivocada sobre a legislação aplicável à Internet’. Ainda na nota oficial, a entidade afirma que ‘o bloqueio da navegação após o fim da franquia de dados não afronta o Marco Civil da Internet, e respeita a regulamentação aplicável à oferta da internet móvel”.

O sindicato que representa as operadoras de telecomunicações lembra que, há dois anos, aconteceu ‘um debate exaustivo com as autoridades, envolvendo o Ministério das Comunicações, a Anatel, e a Senacon, do Ministério da Justiça, onde ficou mantido o bloqueio pelo entendimento geral que a prática é legal”.

O SindiTelebrasil reforça ainda que as ‘prestadoras assinaram um termo de compromisso que previa uma série de ações, já colocadas em prática, para dar mais transparência aos clientes sobre os planos de serviço, lançamento de uma campanha educacional sobre a navegação na Internet e a disponibilização de ferramentas amigáveis para possibilitar aos usuários o controle do seu consumo da sua franquia”.

Brasil já contabiliza mais de 1 smartphone ativo por habitante

Brasil já contabiliza mais de 1 smartphone ativo por habitante

O Brasil superou a marca de um smartphone por habitante e conta com 220 milhões de celulares inteligentes ativos, de acordo com a 29ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), divulgada nesta quinta-feira, 19, em São Paulo.

A pesquisa, liderada pelo professor da FGV, Fernando Meirelles, indica que, até maio, o Brasil terá 306 milhões de dispositivos portáteis em uso. O número inclui smartphones, mas também notebooks e tablets, estes em queda livre na preferência do consumidor brasileiro. O levantamento mostra ainda que, até maio, o País terá 174 milhões de computadores no Brasil entre computadores de mesa, notebooks e tablets.

2017 foi um ano surpreendente para o levantamento, pontua Meirelles. Segundo ele, a expectativa- muito em função da crise econômica e política – era de uma queda nas vendas de equipamentos, mas a média ficou equivalente a 2016, com 12 milhões de PCs vendidos.

Para 2018, esse montante deve ser mantido. As vendas de desktops e notebooks registraram uma ligeira alta em relação a 2016. Em contrapartida, os tablets viraram produto de nicho e tiveram uma queda nas vendas. Embora não possa afirmar que os 220 milhões de smartphones são usados também para a Internet, o levantamento da FGV/São Paulo, apura que 70% dos dispositivos portáveis conectados à internet em uso no País são celulares inteligentes.

“Os smartphones estão determinando uma ruptura nos modelos de negócios, especialmente, entre os jovens. Os aparelhos impulsionam um novo comportamento digital e impõem transformações”, observa o responsável pela pesquisa, professor Fernando Meirelles. Em 2019, projeta o estudo, o Brasil terá 2 dispositivos por habitante, a partir do uso de computador, notebook, tablet e smartphone. Um resumo da pesquisa pode ser obtida aqui: www.fgv.br/cia/pesquisa

América Latina deverá ter testes reais de 5G ainda em 2018

América Latina deverá ter testes reais de 5G ainda em 2018

A LTE passou a ser a tecnologia celular sem fio predominante no mundo a partir do quarto trimestre de 2017, com mais de 35% de participação do mercado, oferecendo acesso sem fio 4G a serviços e aplicativos a uma grande parcela de população mundial, ,revela estudo feito pela Ovum, a pedido da 5G Americas.

O relatório mostra que a LTE registrou sua maior participação de mercado, 74%, na América do Norte, à frente de qualquer outra região; em comparação, a tecnologia conta com 56% do mercado na Oceania e Leste e Sudeste Asiático e 44% na Europa Ocidental. A LTE cresceu muito na região da América Latina e do Caribe, contabilizando 29% do mercado no final de 2017.

“A LTE é o carro chefe do setor de mobilidade sem fio, mantendo seu crescimento não somente em termos do número de conexões globais e as 500 redes comerciais já em operação, mas também por sua evolução desde as primeiras redes lançadas em 2009 até as atuais redes operando com a tecnologia LTE-Advanced Pro, que servirá como base para a 5G nos próximos anos”, disse Chris Pearson, Presidente da 5G Americas. “A LTE deve manter essa trajetória de crescimento até 2022, quando o número de conexões 5G deve começar a crescer mais”.

Hoje, a LTE está presente em 585 redes no mundo inteiro, das quais 233 operam com a tecnologia LTE-Advanced (TeleGeography-GlobalComms Database). O sucesso global da LTE criou uma plataforma para a cobertura, roaming e as bilhões de conexões LTE no mundo. Na América Latina e Caribe, o número de conexões de banda larga móvel manteve uma trajetória de crescimento rápido na América Latina, impulsionada pela demanda por conexões mais rápidas nesta região.

Como resultado, a região terminou o ano de 2017 com 18 redes LTE Avançado (LTE-A) e a implementação da primeira rede LTE-A Pro está prevista para o início de 2018. Os governos também estão tentando acelerar a adoção de serviços de banda larga móvel através da alocação de mais espectro licenciado. Em 2018, todos os países da América Latina, com a exceção de Cuba, devem ter pelo menos uma rede LTE-A.

“A 5G Americas está prevendo vários testes com a tecnologia 5G na América Latina em 2018”, salienta o Diretor da 5G Americas para a América Latina e o Caribe, José Otero. No final de 2017, a participação de mercado da LTE aumentou de 17% para 29% na comparação anual, e deve ser a tecnologia mais prevalente da América Latina até o final de 2019. A LTE registrou 2,8 bilhões de conexões globais no final de 2017, e está prevista a ultrapassar o marco de 3 bilhões em meados de 2018, chegando a 4 bilhões em 2019 e mais de 5 bilhões em 2021.

Oi corre atrás de cobertura 4G

Oi corre atrás de cobertura 4G

O Rio de Janeiro foi o estado que mais recebeu recursos da Oi em 2017: R$ 1,1 bilhão, um aumento de 17% em relação a 2016. Trata-se de um percentual de crescimento um pouco menor do que os 18,3% do país inteiro, que totalizou R$ 5,6 bilhões no período.

A companhia afirma que o Capex no estado fluminense foi destinado para implantar 94 novos sites de telefonia móvel, enquanto outros 3.299 foram ampliados ou modernizados. A Oi ainda expandiu em 13% o número de acessos para o serviço de banda larga fixa, implantando 91,5 mil novas portas. A cobertura LTE aumentou 35% no período na unidade federativa, que agora conta com a tecnologia em 35 cidades.

Minas Gerais foi a segunda maior em termos de investimento. Foram R$ 417,5 milhões, aumento de 6% comparado ao ano anterior. A empresa implantou 102 novos sites de celular, alem de expandir os acessos de banda larga fixa em 7%, com a implantação de 52,8 mil novas portas. A cobertura 4G avançou 158%, ainda de acordo com a empresa, e totaliza 75 cidades.

Em 2017, a Oi destinou R$ 273,5 milhões para o Rio Grande do Sul, o que permitiu a implantação de 121 novos sites (crescimento de 4%) e a modernização e ampliação de outros 140. A empresa expandiu em 119% os acessos para banda larga fixa com a implantação de 25,5 mil novas portas. O LTE agora chega a 48 cidades gaúchas, número 166% acima do registrado em 2016.

A Bahiarecebeu investimentos de R$ 232,1 milhões no ano passado, um avanço de 11%. Esse valor assegurou a implantação de 116 novos sites de telefonia móvel, além da modernização e ampliação de outros 1.381 sites. A empresa contabilizou ainda 11,6 mil novos acessos de banda larga fixa. A operadora não informou o crescimento da cobertura LTE no Estado, mas afirma disponibilizar a tecnologia em 98 cidades baianas.

A operadora investiu ainda R$ 151,4 milhões no Distrito Federal na ampliação e modernização de 95 sites, além de 4,6 mil novos acessos de banda larga fixa. Já em São Paulo foram R$ 130 milhões, destinados a 121 novos sites de serviço móvel, 2.690 sites ampliados ou modernizados e aumento de 35% na cobertura 4G, oferecendo o serviço em 101 cidades paulistas.

*Com informações das Oi

Rede 4G chega a 3861 municípios do Brasil

Rede 4G chega a 3861 municípios do Brasil

O Brasil ativou em fevereiro 2 milhões de novos chips de 4G. Ao todo, o País já tem 107,6 milhões de acessos 4G, segundo balanço da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil). No período de 12 meses, entre fevereiro de 2017 e fevereiro deste ano, foram ativados 41 milhões de novos acessos, um crecimento de 61% no período.

As redes de quarta geração também continuam em expansão, com crescimento de 127% em 12 meses. O 4G já está em operação em 3.861 municípios, onde moram 93% da população brasileira. Essa cobertura é mais de três vezes superior à obrigação estabelecida nos leilões das licenças de serviços móveis, de 1.079 municípios.

A cobertura de 3G , por sua vez, está em 5.151 municípios, onde moram 98,9% da população brasileira. Desde fevereiro de 2017, 157 novos municípios receberam as redes de 3G. Ao todo, o número de acessos 3G chega a 79 milhões no País. A cobertura 3G ultrapassa em muito a obrigação atual, que é de 3.917 municípios.

No total, o Brasil já conta com 205 milhões de acessos à internet pela rede móvel. Considerados os acessos fixos e móveis, os dados de fevereiro mostram um total de 234 milhões de acessos no País. Destes, 29,3 milhões são em banda larga fixa, segmento que cresceu 9% em 12 meses, com 2,4 milhão de novos acessos.

Com celular, Internet chegou a 70% dos domicílios no Brasil

Com celular, Internet chegou a 70% dos domicílios no Brasil

Segundo o IBGE, a internet era acessível em 70% dos 69 milhões de domicílios brasileiros ao final de 2017. Um salto considerável de sete pontos percentuais em apenas um ano. E em grande medida graças ao crescimento do uso de telefones celulares como instrumento de acesso à rede, para 69% dos lares, além dos novos aparelhos de televisão.

Os dados da PNAD divulgados nesta quinta-feira, 26/4, mostram que a quantidade de domicílios com celulares chegou a 92,7%, sendo que o uso desses aparelhos como forma de conectividade passou de 60,3% para 69% dos lares entre 2016 e 2017. Os microcomputadores, antes forma de acesso à internet em 40,1% dos lares, caíram para 38,8%. Enquanto os tablets recuaram de 12,1% para 10,5%.

Foram superados pelos aparelhos de TV. Segundo a pesquisa, enquanto em 2016 as smart tvs eram usadas para conexão à internet em 7,7% dos domicílios do país, ao fim do ano passado elas já eram forma de acesso em 10,6% dos lares. Um movimento que segundoo IBGE está diretamente ligado ao desligamento dos sinais analógicos e a transição para a TV Digital.

“Com a mudança do sinal analógico para o digital, as pessoas trocaram a TV de tubo pelas smart tvs, e as pessoas passaram a usar mais a tv para acessar a internet, principalmente para assistir filmes, assim como o celular”, aponta a gerente da PNAD Contínua, Maria Lucia Vieira. Segundo ela, em um ano cresceu em 2,5 milhões o total de domicílios com TVs de tela fina (chegando a 57,1% do total), enquanto caiu em 2,9 milhões a quantidade daqueles com TV de tubo.

Mantendo a tendência, o crescimento de lares com celular foi acompanhado por nova queda naqueles com telefone fixo, de 34,5% para 32,1%. De acordo com o IBGE a redução se deu “em todas as regiões, com destaque para o Sudeste (de 50,0% para 47,0%)”. Já o percentual de domicílios onde havia computador, inclusive portáteis, recuou de 46,2% para 44,0%, nesse período. Todas as regiões tiveram queda nessa proporção.

TIM agora cobre todos os municípios de SP com 4G

TIM agora cobre todos os municípios de SP com 4G

A expansão do 4G continua acelerada na TIM: nesta terça-feira (3), a operadora anunciou que passou a cobrir todos os 645 municípios do estado de São Paulo com a tecnologia. A empresa já era líder na cobertura de quarta geração no país, à frente da segunda colocada, a Vivo.

Segundo a TIM, mais de 3 mil cidades brasileiras já possuem cobertura de 4G da operadora, o que representa 91% da população urbana. A promessa é chegar a 4 mil municípios com LTE até 2020, o equivalente a 96% da população urbana. As metas anteriores, de mil municípios em 2016 e 2 mil em 2017, foram cumpridas.

 

Além da cobertura de dados, a TIM revelou que mais de 1,4 mil cidades contam com voz sobre 4G (VoLTE). Ele funciona tecnicamente como uma ligação VoIP, mas a cobrança é feita como em uma ligação comum, descontando do pacote de minutos. Quando ativado, o VoLTE elimina a necessidade de a operadora derrubar sua conexão para 2G ou 3G quando você recebe uma chamada, e a qualidade de áudio é melhor.

No estado de São Paulo, mais de 80% do tráfego da TIM é feito pelas redes 4G, mas o percentual poderia ser maior se a cobertura em ambientes internos fosse melhor. Isso deverá ser resolvido com o lançamento da frequência de 700 MHz, antigamente ocupado pela TV analógica, que será liberada pela Anatel no segundo semestre de 2018.

Investimento bilionário! TIM planeja levar 4G para 96% da população dentro de dois anos

Investimento bilionário! TIM planeja levar 4G para 96% da população dentro de dois anos

A TIM Brasil revelou esta semana o seu plano para os anos de 2018 a 2020, onde revela que espera um crescimento para este ano, uma “evolução da transformação” para os próximos dois anos com ajuda da banda larga e ainda um investimento de R$ 12 bilhões até 2020.

Um dos maiores focos da tele é inaugurar a rede 4G LTE em pelo menos 4,2 mil cidades brasileiras até o fim dessa projeção: o ano de 2020. Utilizando o espectro de 700 MHz, o sinal está presente em mais de 3.000 cidades do país, e com a nova estimativa a TIM deve cobrir um total de 96% da população urbana do Brasil.

O aumento na disponibilidade da rede 4G também resultará em um aumento de receita para a operadora, que a TIM prevê ser entre 5% e 7% já em 2018.

Ainda ontem a TIM anunciou a expansão da cobertura de internet banda larga com ajuda da rede 4G, com ofertas de até 80 GB.

A tele também indica que o aumento de planos pós-pago deverá sair de 30% registrado em 2017 para 50% até o ano de 2020, a ideia é ganhar os consumidores com pacotes de dados mais abrangentes e parcerias com OTT (empresas prestadoras de serviço de streaming como Netflix, Spotify etc).

Já em relação aos planos pré-pagos a operadora planeja ofertas mais “simples e segmentadas” para cada tipo de usuário e sua necessidade. E falando dos planos controle, a TIM pretende oferecer “mais por mais”, onde você quanto mais caro o plano, mais opções, disponibilidade e diferenciais você possui.

Infelizmente o documento não revelou se a TIM planeja trazer a rede 5G ao Brasil até o ano de 2020, sendo que muitas outras companhias de telecomunicações ao redor do mundo já estão focando em lançar a evolução (e revolução), já no ano que vem, em 2019.

Operadoras Claro, Oi, Vivo e Tim farão um plano de ação para diminuir o número de reclamações

Operadoras Claro, Oi, Vivo e Tim farão um plano de ação para diminuir o número de reclamações

No Brasil, o ano de 2017 foi considerado difícil para o setor de serviços de valor adicionado, o SVA. Uma grande quantidade de reclamações sobre cobranças indevidas registradas na Anatel fizeram com que a agência reguladora ameaçasse a proibição a venda de SVAs.

Nesse contexto, operadoras e provedores de conteúdo se mobilizaram e adotaram uma série de medidas ao longo do ano que surtiram efeito, reduzindo o volume de queixas. Sobre isso, a superintendente de relações com os consumidores da Anatel, Elisa Leonel, deu uma entrevista ao canal Mobile Time explicando que, por ora, não há possibilidade de proibição da venda de SVAs. Por outro lado, algumas medidas ainda precisam ser tomadas em um plano de ação com cada uma das operadoras móveis do país.

Sobre os problemas a serem resolvidos, ela diz:

No caso de serviços já contratados, vimos a ausência para o consumidor de informações sobre o que contratou. Faz parte do nosso acordo com as prestadoras que elas desenvolvam um extrato de lançamentos futuros, para que haja gestão da cobrança desses débitos. Também exigimos do plano de ação uma revalidação da base dos SVAs mais problemáticos e com maior volume de reclamações. Além disso, haverá medidas mais pontuais de transparência e clareza da oferta: a mensagem de opt-in, a forma como é ofertado o SVA, isso tudo é tratado nesse plano de ação. Embora o plano não esteja assinado ainda, as prestadoras começaram a desenvolver as estratégias e os resultados estão aparecendo. Mas claro que esperamos que o volume de reclamações caia muito mais do que já caiu.

Leonel também considera que os resultados das medidas tomadas pelas teles ainda são baixos, e que o número de reclamações precisam ser ainda mais reduzidas. Por outro lado, Leonel considera que há uma mudança de cultura e de postura em curso, e que há uma preocupação das empresas de telecom e de seus parceiros de SVAs em garantir uma seriedade e diligência maior, o que é bom para todos.

Conversei muito com as empresas de SVAs e com pessoas de outros mercados mais maduros. O amadurecimento do mercado de SVA depende da mudança positiva de comportamento que mencionamos. Não tem como acreditarmos que o modelo vai sobreviver às custas da fragilidade ou da falta de controle que vinha acontecendo no caso brasileiro.

Ela também afirma que a Anatel não deve fazer uma intervenção no mercado de SVA caso as coisas continuem como estão, voltando a atuar apenas se houver algum problema que necessite a intervenção e proibição de cobrança. Segundo ela, este “não é o caso no momento”.

Entra as medidas que serão adotadas este ano estão um sistema de gestão, extrato de lançamentos futuros, revalidação de base dos SVAs com mais reclamações, transparência na oferta, entre outras.

Chance de fusão entre Oi e Tim sobe a 50%

Chance de fusão entre Oi e Tim sobe a 50%

Para liderar esta nova empreitada, é esperado que Amos Genish, atual CEO da Tim global, poderia voltar ao Brasil

Com o avanço do plano de recuperação judicial da Oi (OIBR3) e os últimos capítulos do pagamento dos milhares de credores, as chances de uma fusão com a Tim (TIMP3) subiram para 50% nos próximos 12 meses, avalia a equipe de análise do Bradesco em um relatório enviado a clientes nesta terça-feira (27).

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Segundo os cálculos de Fred Mendes e Flávia Meireles, os ganhos de sinergia poderiam ultrapassar os R$ 25 bilhões. Uma nova empresa ficaria com 76%, ou mais, para os atuais acionistas da Tim e o controle nas mãos da Telecom Italia.

“Além disso, a situação financeira da Oi continua sendo uma preocupação, exigindo mais caixa do que o aumento de capital de R$ 4 bilhões. Nesse sentido, a Tim seria um negociador mais forte, garantindo uma avaliação muito melhor para as suas operações”, explicam.

O Bradesco estima que esta nova empresa teria uma participação de mercado de 30% na receita e Ebitda no mercado de telecomunicações brasileiro, similar ao da Vivo e Claro. Para liderar esta nova empreitada, é esperado que Amos Genish, atual CEO da Tim global, poderia voltar ao Brasil. Ele foi fundador da GVT e presidente da Telefônica Brasil.

O interesse de empresas chinesas pela Oi também teria ido para o vinagre. “Descobrimos que as negociações entre a Oi e a China Telecom e a China Mobile estão em modo de espera desde dezembro, já que as empresas chinesas fizeram várias exigências antes de investir na Oi, que de alguma maneira eram irrealistas”, pontuam Mendes e Meireles.

Memorando

A Oi e a Tim anunciaram hoje uma “importante etapa” que busca equacionar suas respectivas controvérsias e iniciaar um novo ciclo de planejamento de compartilhamento de infraestrutura, na mesma linha de parcerias que já são praticadas atualmente no mercado de telecomunicação brasileiro, mostra um comunicado enviado ao mercado.

O memorando de entendimento, segundo a nota, foi definido pelos Diretores Presidentes da Oi, Eurico Teles e da TIM, Stefano De Angelis, durante o Mobile World Congress, principal evento mundial do setor de telecomunicações, realizado anualmente em Barcelona.

“A iniciativa fortalece um ambiente propositivo e de colaboração industrial dentro de um contexto de concorrência saudável para o setor de telecomunicações. A Companhia manterá seus acionistas e o mercado informados a respeito de qualquer andamento relevante sobre o tema objeto deste Comunicado”, destacam as duas empresas.

Plano de recuperação judicial da Oi é homologado

Plano de recuperação judicial da Oi é homologado

Oi - Bloomberg

O Plano de Recuperação Judicial da empresa de telefonia Oi (OIBR3;OIBR4), que tem uma dívida total de R$ 64 bilhões com 55 mil credores entre pessoas físicas e jurídicas, foi concedido hoje (8) pelo juiz da 7ª Vara Empresarial do Rio, Fernando Viana.

A proposta foi aprovada em assembleia geral de credores no dia 19 de dezembro. Com a homologação pela Justiça, mais 30 mil credores que têm saldo residual receberão em até 10 dias. Os credores trabalhistas começarão a receber em até 180 dias.

Segundo nota divulgada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), o juiz considerou a recuperação do grupo importante no atual contexto econômico do país. “A presente recuperação traz números nunca antes vistos em um processo de recuperação judicial. Não custa lembrar que o Grupo Oi é um dos maiores conglomerados empresariais do Brasil, com forte impacto na economia brasileira e recolhedor de valores bilionários aos cofres públicos a título de impostos.”

Na decisão, Viana ressalta que o grupo tem mais de 70 milhões de usuários, gera mais de 140 mil empregos e “é responsável por sistema de telecomunicações que viabiliza atividades fundamentais ao país, como as eleições”. Vana destaca ainda que cerca de 3 mil municípios dependem exclusivamente de rede de telefonia da Oi.

De acordo com o TJRJ , com a aprovação pela Justiça, cabe agora ao presidente do Conselho de Administração da empresa “dar imediato e efetivo cumprimento ao plano homologado” e assegurar “as condições provisórias de governança corporativa e conversão de dívida em ações”. Procurada pela reportagem, a Oi informou apenas que a confirmação da homologação seria feita pela justiça.

Conforme o que foi divulgado pela empresa quando o plano foi aprovado, o processo “viabiliza um fluxo de caixa adequado para a Oi, permitindo os pagamentos da dívida remanescente e assegurando um novo patamar de investimentos”.

A expectativa é que a companhia aumente o investimento de uma média anual de R$ 5 bilhões para R$ 7 bilhões no próximo triênio. “O plano prevê que os recursos adicionais para investimentos virão de capitalização de R$ 4 bilhões de recursos novos e R$ 2,5 bilhões de recursos adicionais que podem ser buscados no mercado de capitais”, informou a empresa.

TIM lança VoLTE em São Paulo e Rio de Janeiro

TIM lança VoLTE em São Paulo e Rio de Janeiro

Depois de lançar a tecnologia que permite chamadas telefônicas pelo 4G em algumas cidades onde já opera com a frequência de 700 MHz, a TIM liberou o VoLTE nas duas maiores cidades do país. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, usuários de planos pós-pagos estão começando a receber ligações por meio da nova tecnologia.

O VoLTE, como já explicamos, funciona tecnicamente como uma ligação VoIP, trafegando voz pelo 4G. A cobrança é feita como em uma ligação comum, descontando do pacote de minutos. Quando ativado, o VoLTE elimina a necessidade da operadora derrubar sua conexão para 2G ou 3G quando você recebe uma chamada. Além disso, a qualidade de áudio é melhor e a ligação é completada mais rapidamente.

São Paulo e Rio de Janeiro são casos específicos porque ainda não possuem 4G de 700 MHz. O sinal de TV analógica já foi desativado na primeira e está previsto para acabar em 25 de outubro na capital fluminense, mas a frequência não será liberada antes de 2018. E, como estamos falando de uma tecnologia de voz, é importante que a cobertura seja contínua e a penetração de sinal seja boa — o que os 700 MHz permitem.

Ainda assim, a operadora afirmou ao Teletime que liberou o VoLTE nessas cidades mesmo sem o 4G de 700 MHz porque realizou um projeto chamado full layer, que habilitou a frequência de 1.800 MHz em toda a rede — em adição à faixa de 2.600 MHz, que tem penetração de sinal menor e exige mais antenas para cobrir a mesma área.

Tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro, clientes pós-pagos da TIM deverão receber o VoLTE até o final do mês. Os usuários pré-pagos terão a tecnologia ativada automaticamente em suas linhas a partir de outubro.

Claro libera tecnologia 4.5G em mais de 140 cidades brasileiras

Claro libera tecnologia 4.5G em mais de 140 cidades brasileiras

Tecnologia já está disponível nas principais cidades e capitais do país, incluindo São Paulo e Rio. Velocidade média de navegação é até 10 vezes superior ao 4G

A Claro anunciou nesta quinta-feira (18) a chegada da tecnologia 4.5G nas principais cidades e regiões metropolitanas do país. Desenhada para ampliar a capacidade de transmissão de dados e de internet nas redes móveis, a nova tecnologia possibilita velocidades médias de navegação de até 10 vezes maiores do que o 4G convencional.

“Durante o ano passado modernizamos mais da metade das torres de transmissão da Claro em todo o Brasil, incluindo a implantação de 2 mil sites novos. Vamos continuar investindo para melhorar ainda mais a cobertura e a qualidade de sinal da nossa rede, sempre usando tecnologia de ponta”, afirmou Paulo Cesar Teixeira, CEO da Claro, por meio de comunicado à imprensa.

Os aparelhos mais avançados em comercialização no Brasil já suportam as novas funcionalidades do 4.5G. Alguns modelos suportam parcialmente, mas já garantem performance superior nas novas redes.

Entretanto, vale ressaltar que a  evolução da rede para o 4.5G melhora o serviço para todos os clientes com tecnologia LTE (4G em diante), independente da aquisição de aparelhos de última geração.

“Os clientes que não tiverem esses modelos também podem ficar tranquilos. O investimento e a modernização da rede móvel permite que todos os usuários consigam melhor qualidade de sinal e performance para navegar em velocidades superiores. A medida que a penetração dos modelos que suportam o 4.5G vai aumentando, estes dispositivos passam a usar as novas funcionalidades e liberam recursos de rede também para os terminais que não suportam. Quem tiver um smartphone compatível com o 4.5G vai experimentar todo o potencial da nova tecnologia. Quem não tiver, também vai usufruir de um serviço melhor”, explica o executivo.

 

TIM consolida a liderança com maior cobertura 4G do Brasil

TIM consolida a liderança com maior cobertura 4G do Brasil

Após conquistar a liderança na prestação de serviços 4G em número de municípios cobertos, operadora consolida posição atendendo o maior percentual da população do País A TIM se tornou a operadora líder em população coberta pela tecnologia 4G no Brasil, alcançando 59% de toda a população urbana do país. Com essa expansão, mais de 100 milhões de habitantes de 411 cidades brasileiras passam a contar com a cobertura de internet móvel de quarta geração da operadora. Em setembro deste ano, a companhia já tinha atingido a liderança em número total de cidades cobertas. “Nós cumprimos nossa meta, que era mais do que dobrar a população coberta e saltar de 45 para mais de 400 cidades atendidas em apenas um ano. Esse crescimento se deve à estratégia da TIM de levar a melhor experiência no uso de dados para seus clientes suportado pelo plano de crescimento da rede de fibras óticas, que hoje conecta mais de 65% das estações 4G (FTTS – Fiber To The Site]. Em 2016, iremos acelerar o ritmo dessa expansão e alcançar mais de 1.000 cidades com a rede 4G, além de manter nossos investimentos em inovação para pavimentar o caminho do 5G no Brasil”, explica Leonardo Capdeville, CTO da TIM Brasil.

Novembro 2016 – 1.000 cidades com a rede 4G

TIM, Oi e Accenture ganham prêmio global por projeto de compartilhamento de redes

TIM, Oi e Accenture ganham prêmio global por projeto de compartilhamento de redes

Global Mobile Awards 2016 reconheceu pioneirismo de rede compartilhada responsável por prover banda larga a mais de 82 milhões de pessoas no Brasil.
TIM, Oi e Accenture são as vencedoras do Global Mobile Awards (“Glomo”) na categoria Best Mobile Technology – Broadband for all: Outstanding LTE contribution. O prêmio, entregue no Mobile World Congress, em Barcelona, no dia 23 de fevereiro, reconheceu o primeiro projeto de compartilhamento de rede na oferta de serviço banda larga em 4G do Brasil, considerado um dos maiores desse tipo no mundo e responsável por levar internet móvel de quarta geração a mais de 82 milhões de cidadãos.
“A iniciativa é essencial para o desenvolvimento das telecomunicações no país. O compartilhamento de infraestrutura promove maior eficiência no uso da radiofrequência, reduz impactos urbanos e consumo de energia. A construção conjunta aumenta a velocidade de implantação das redes e promove economia de recursos financeiros, que podem ser revertidos para outros projetos, mostrando que a economia do compartilhamento também funciona no setor de infraestrutura”, Rodrigo Abreu, presidente TIM Brasil.

Portabilidade numérica: telefonia móvel responde por 62% dos pedidos de troca

Portabilidade numérica: telefonia móvel responde por 62% dos pedidos de troca

Convergência Digital* … 07/01/2016 … Convergência Digital

Mais de 30 milhões de trocas de operadoras de telefonia móvel e fixa foram realizadas no Brasil, desde setembro de 2008, quando a portabilidade numérica foi implementada. Segundo o relatório divulgado pela ABR Telecom (Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações), Entidade Administradora do serviço no País, o registro é de que 30,4 milhões de migrações foram efetivadas em pouco mais de sete anos. As solicitações de transferência de operadora com manutenção do número do telefone em 11,55 milhões (38%) das vezes foram originadas por usuários de aparelhos fixos e em 18,84 milhões (62%) de telefones móveis.

O relatório da ABR Telecom mostra ainda que, no quarto trimestre do ano 2015 (outubro a dezembro) foram efetivadas 1,1 milhão de migrações entre prestadores de serviços telefônicos. As solicitações de usuários de telefones fixos, nessas transferências, respondem por 352,45 mil migrações (32%) e as demandas realizadas no serviço móvel por 748,74 mil (68%).

Na apuração do movimento anual, o relatório da ABR Telecom informa que entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2015, mais de quatro milhões de trocas de operadoras de telefonia fixa e móvel, sem alteração do número, foram realizadas no Brasil. Entre essas transferências, os assinantes de telefonia fixa demandaram 1,5 milhão (36%) das migrações, no decorrer do último ano, e os usuários de telefones móveis, 2,63 milhões (64%).
Para efetivar a portabilidade numérica

O usuário de serviço telefônico que deseja realizar a portabilidade numérica deve procurar a operadora para onde ele quer migrar e fazer a solicitação. O regulamento da portabilidade numérica determina que, entre os critérios a ser atendidos para efetivar a migração, o solicitante deve

– Informar a operadora de telefonia que recebe o pedido, o nome completo

– Comprovar a titularidade da linha telefônica

– Informar o número do documento de identidade

– Informar o número do registro no cadastro do Ministério da Fazenda, no caso de pessoa jurídica

– Informar o endereço completo do assinante do serviço

– Informar o código de acesso

– Informar o nome da operadora de onde está saindo.

A operadora para a qual o usuário deseja migrar fornecerá um número de protocolo da solicitação a fim de que ele possa acompanhar o processo de transferência. No Brasil, o modelo de portabilidade numérica determina que migrações devem ser solicitadas dentro do mesmo serviço, de móvel para móvel ou fixo para fixo, e na área de abrangência do mesmo DDD. O tempo de transferência para efetivação da portabilidade numérica é de três dias úteis ou após esta data, se o usuário desejar agendar.

Anatel prevê compartilhamento de infraestrutura e de espectro em 2016

Anatel prevê compartilhamento de infraestrutura e de espectro em 2016

Ana Paula Lobo e Rodrigo dos Santos … 19/11/2015 … Convergência Digital

Ao participar do VIII Seminário da TelComp, realizado no dia 16/11, em São Paulo, o presidente da Anatel, João Rezende, falou sobre a agenda regulatória da entidade para 2016. E há muitos assuntos pertinentes ao setor em debate, entre eles, uma regulamentação de compartilhamento de infraestrutura, incluindo espectro. De acordo com João Rezende, a ideia é ver como a prática pode trazer uma redução de custos de investimentos na empresa.

“Vamos fazer um regulamento específico para compartilhamento. Sempre fui favorável, as empresas poderiam amadurecer mais, porque você faz competição no varejo, e a infraestrutura pode e deve ser compartilhada, como essa tentativa que fizemos em relação aos postes”, declarou.

O compartilhamento foi incentivado pelo presidente da agência, que citou o pedido de RAN Sharing feito pela Oi, TIM e Vivo, e que será debatido no Conselho Diretor. “Temos proposta de compartilhamento das três empresas já e vamos trabalhar com isso (a regulamentação) no primeiro semestre”. Mas o executivo admitiu que o tema não agrada a todos os atores. “A indústria não gosta muito, ela quer vender mais sites, mas o máximo de compartilhamento possível é importante”.

De acordo com João Rezende, a reavaliação da regulamentação do uso de espectro deverá ter aprovação final no primeiro semestre, mesmo período quando a agência realizará a análise de impacto regulatório da reavaliação do modelo de gestão de espectro. Haverá ainda reavaliação da regulamentação sobre interconexão, que deverá ter consulta pública na primeira metade do ano que vem, e aprovação final na metade seguinte.

Também está na agenda a reavaliação dos modelos de gestão de qualidade do setor, além dos procedimentos de acompanhamento e obrigações, com análise de impacto regulatório e consulta pública para a primeira metade do ano que vem, e aprovação final no segundo semestre. O presidente da Anatel também mandou um recado: não vai ter mudança no cronograma da redução da taxa de interconexão de voz (VU-M). “Não está no horizonte da agência modificar o degrau de queda, apostamos nisso como redução”. Assistam a participação do presidente da agência reguladora no VIII Seminário TelComp.