As diferenças entre IPs fixo e flutuante

Assim como cada um de nós tem um endereço e um número de telefone, na internet, cada site, serviço ou usuário também tem um IP – uma combinação numérica correspondente a cada conexão. O IP – o protocolo mais básico da internet – é sempre exclusivo, já que é a única forma que os sistemas operacionais e dispositivos da rede poderão identificar cada computador.

O que pouca gente sabe é que existem dois tipos de IP: o estático e o dinâmico. Tudo bem, mas que diferença isso faz? Primeiro, vamos entender. O IP estático ou fixo é aquele definido manualmente e que não mudará a não ser que você modifique as configurações do protocolo TCP/IP da sua máquina. Um IP fixo é sempre necessário quando o computador é uma fonte de dados a ser acessada remotamente.

“Um servidor necessita de um IP fixo porque, todas as vezes em que a pessoa for acessar o nome do site, existe um serviço chamado DNS que faz a tradução do nome que a pessoa está digitando para o IP”, explica Weberton Souza, supervisor de redes da Telium.

Já o IP dinâmico, como o próprio nome diz, muda o tempo todo; ou melhor, a cada nova conexão à web. Os provedores de acesso à internet utilizam protocolos específicos para que a distribuição desses IPs seja feita automaticamente para cada dispositivo que se conecta à rede. A maioria de nós, em casa, utiliza IPs dinâmicos – que além de mais baratos, são mais seguros e eficientes.

“O IP dinâmico não garante segurança nenhuma, só que ele é um passo a mais, porque como você não tem um IP fixo, ainda que uma pessoa mal-intensionada descubra o seu IP naquele momento, ela vai ter de refazer todo o processo para descobrir seu IP novamente amanhã, por exemplo. Porque amanhã você vai se reconectar e o seu computador vai ter um novo endereço IP”, diz Souza.

Hoje é raro encontrar usuários que possuam IP fixo, mas a maioria das empresas prefere esta opção. Tudo bem, o acesso com IP estático é muito mais caro que o dinâmico, mas ele oferece vantagens; entre elas, principalmente a facilidade de administração e o acesso remoto. Sabendo o “endereço fixo” de uma máquina ou de uma rede, é muito mais simples acessá-la de qualquer lugar.

Objetos conectados, como câmeras de segurança, por exemplo, também podem usar IP fixo. Mas como no uso doméstico a predominância é do IP dinâmico, a saída para se conectar a esses objetos à distância são serviços de DNS dinâmico. Na sua conta, neste tipo de serviço, depois de configurado, o roteador (em casa ou onde quer que seja) envia o número de IP que está sendo usado naquele exato momento para que você possa fazer o acesso remoto.

“Quando você tem o IP fixo, o acesso remoto a esse dispositivo é bem facilitado. Com o IP dinâmico você precisa de alguns recursos extras para conseguir efetuar esse acesso”, esclarece o especialista.

Apesar do alto preço, muitas empresas não abrem mão do IP fixo para poder usar VPN’s, Redes Privadas Virtuais.